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Polícia vai solicitar prisão de suspeito de agredir mulheres surdas em Maceió

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Vítimas prestaram depoimento nesta quinta, na Delegacia da Mulher; caso ganhou repercussão na internet
As duas mulheres surdas que foram agredidas em Maceió e que tiveram o vídeo da agressão viralizado nas redes sociais prestaram depoimento, na manhã desta quinta-feira (27), na Delegacia da Mulher, no conjunto Salvador Lyra, no Tabuleiro do Martins. À Gazetaweb, parentes de Maristela Fideli – uma das vítimas – disseram que a mãe do suspeito, identificado como Lucian, também deve pagar pelo crime, já que manteve a jovem presa em casa para que a violência não fosse descoberta. De acordo com a Chefe de Operações da delegacia Zeina Oliveira, após a oitiva das vítimas, será pedida a prisão preventiva do suspeito.
“Depois de as vítimas ouvidas, será pedida a prisão preventiva dele [Lucian]. Inclusive, de acordo com o que elas dizem, ele não tem nenhum problema mental, mas era, sim, usuário de drogas, o que levou a esse comportamento violento. A prisão será pedida devido às agressões e aos estupros. Ele deve ser preso por esses crimes que cometeu. Além disso, depois também ameaçou estuprar a filha de uma das vítimas”, falou.

Maristela Fideli e Yana compareceram à delegacia acompanhadas de familiares, que não conseguiram esconder a emoção. Muito nervosa, a mãe de Maristela, Albertina Fideli, chegou a passar mal durante a entrevista, comentando que não dorme, pensando no que a filha sofreu.

“Ela [Maristela] também está aperreada, com medo. Não estou em mim e fico me perguntando porque a mãe do Lucian [suspeito do crime] fez isso. Eles esconderam a minha filha, a deixaram em cárcere privado. Quando cheguei lá, a casa estava trancada, e ela pegou no braço da minha filha dizendo que Maristela estava com manha, mas não conseguia nem se mexer. Quero que os dois paguem”, desabafou Albertina, acrescentando que a mãe do suspeito deve pagar pelo crime também, pois não avisou a ninguém o que havia acontecido.

Ainda segundo os relatos de Albertina, sua filha ficou na casa da mãe de Lucian na madrugada da quinta para a sexta da semana passada, quando aconteceu a agressão, até domingo. A família só achou Maristela após falar com Yana, que disse que as duas tinham sido espancadas e mostrou um vídeo. A mãe de Lucian chegou a levar Maristela para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas alegou que ela havia sido assaltada e, quando a vítima tentou pedir ajuda, mandou que ficasse quieta. Maristela, por sua vez, só se limitou a falar para a reportagem que estava com muito medo.

Familiares de Yana comentaram não saber que o rapaz tinha histórico de agressão. Souberam que ele era usuário de drogas no passado, mas que tinha se recuperado. Como eles também tinham um caso do tipo na família, o fato não incomodou. Porém, ficaram sabendo que Lucian teria voltado a usar drogas em junho. Já a mãe do suspeito disse que ele é bipolar e teve um surto.

Os três moravam juntos há seis meses e o suspeito namorava Yana há 9 meses. Segundo a família dela, Lucian teria pedido R$ 200,00 emprestado às mulheres, mas como não conseguiu o dinheiro, cometeu as agressões.

A chefe de operações da delegacia afirmou, ainda, que as marcas deixadas pela faca são evidentes. Já em relação à denúncia de estupro, será necessário aguardar o resultado dos exames. Sobre o envolvimento da mãe do suspeito no crime, ela destaca que ainda é cedo para dizer se, de fato, houve participação, até porque ela tentou ajudar a vítima a levando para a UPA.

ENTENDA O CASO

Parte das agressões às deficientes foi filmada e ganhou as redes sociais, revoltando diversos internautas. Nas imagens, é possível observar que uma das vítimas – que é surda e muda -, tem o cabelo cortado pelo suspeito e fica com uma faca pressionada contra o seu tórax por diversas vezes. O homem apontado como responsável é Lucian Ferreira.

Maristela Fideli, de 31 anos, foi filmada nua e clamando por misericórdia para não ter a sua vida ceifada. O suspeito, que também é deficiente auditivo, segura uma faca na mãos e faz uma série de perguntas na língua de sinais. A família da vítima não sabe precisar o que levou à fúria do agressor, mas acredita que, independente do motivo, ele precisa ser devidamente responsabilizado pela polícia. Maristela dividia uma casa com outra mulher, que acabou se envolvendo com o suspeito e levando-o para dentro da residência.

A outra mulher que foi vítima das agressões seria companheira do agressor. Ela teria sido obrigada a gravar o vídeo e, em caso de negativa, seria penalizada. “Minha irmã precisa de ajuda para andar pela casa e, ferida no rosto, não consegue nem abrir os olhos. Ela sofreu muito e queremos que a Justiça seja feita. Não existe a versão da família do suspeito de que ele é doido. Nunca foi e não é agora que vai virar um doente mental”, contou Samara.

gazetaweb

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