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Prisão de militares após abordagem a veículo de coronel ganha as redes e é repudiada por entidades

Prisão de militares após abordagem a veículo de coronel ganha as redes e é repudiada por entidades
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   (Crédito: Reprodução Vídeo)

(Crédito: Reprodução Vídeo)

A prisão de três militares (um tenente, um sargento e um soldado da Polícia Militar de Alagoas)  após uma abordagem a um veículo de um coronel da mesma corporação, na última quarta-feira, 22, no Trevo do Gunga, Litoral Sul do estado, está sendo questionada por entidades que lançaram neste domingo, 26, uma nota de repúdio.

Vídeos mostrando trechos da abordagem (assista abaixo), onde o coronel Adroaldo Freitas Goulart Filho, reagiu de modo considerado inadequado pelas entidades e pelos policiais envolvidos, se espalharam pelas redes sociais, e motivaram a nota assinada pela Ordem dos Policiais do Brasil, Sindicato dos Policiais Federais de Alagoas, a Associação dos Servidores Policiais Civis de Alagoas e o Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas.

As imagens já estão nas mãos da  Associção de Cabos e Soldados (ACS) que promete falar do assunto nesta segunda, 27, durante entrevista coletiva.

Segundo os relatos, um veículo, de uso exclusivo da PMAL, teria parado a uma certa distância dos policiais, onde a condutora teria trocado de lugar com um passageiro, que seria o coronel Adroaldo Freitas Goulart Filho. O episódio teria acontecido no entroncamento das rodovias AL-101 Sul e AL-220. As imagens foram confirmadas ao TNH1 por familiares de dois dos militares presos, que informaram que os policiais não podem ter contato externo para comentar o assunto enquanto estiverem detidos.

Ao se aproximar, os militares teriam identificado que o carro, um Volkswagen Gol branco e placa QLJ-0571, seria uma viatura administrativa da corporação, e que os dois passageiros estariam trajando roupas civis.

Os militares teriam pedido para o condutor do veículo se identificar, quando ele teria tentando avançar com o veículo, o que fez com que os militares sacassem armas e impusessem que os passageiros do veículo descessem do carro e se identificassem.

O condutor do veículo teria afirmado que só se identificaria ao Alexandro de Farias Barros Santos, que é sargento da PM. Quando foi reconhecido conversou com o comandante da operação e avisou que iria relatar o ocorrido.

Parte dessa conversa foi gravada por um dos militares que estavam na operação. Nela, o coronel assume que a esposa estaria dirigindo o carro e justifica que ele estaria passando mal, o que motivou a ceder o volante à esposa; assista a gravação:

De acordo o aditamento ao Boletim da PM (imagem abaixo), O segundo tenente Antônio Edvaldo da Silva, o terceiro sargento Alexandro de Farias Barros Santos e o soldado Thiago Cavalcante de Araújo Oliveira, foram presos por determinação do coronel Nerecinor Sarmento Pereira Filho, que responde pelo comando geral da corporação.

A prisão, considerada disciplinar segundo o aditamento ao Boletim Geral Extensivo da corporação, foi determinada por 72 horas sob a alegação que visava garantir “sem prejuízos da devida apuração dos fatos pela Corregedoria” da PM.

O tenente Antônio Edvaldo da Silva, que era o oficial supervisor do Batalhão de Policia Rodoviária chegou a ser transferido para o 10º Batalhão, com sede em Palmeira dos Índios.

A NOTA DE REPÚDIO

Na nota de repúdio, as entidades afirmam que irão cobrar da Corregedoria e do Conselho Estadual de Segurança Pública que acompanhem o procedimento instaurado na Correcional da PM, bem cobra a instauração de procedimento para apurar os supostos crimes de peculato e improbidade administrativa que teria sido praticado pelo coronel no episódio. A nota na íntegra você lê no final da reportagem.

O OUTRO LADO

Para ouvir a versão do coronel Goulart sobre as imagens e as acusações das entidades, o TNH1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), que orientou a procurar a assessoria de comunicação da Polícia Militar, mas até a publicação desta matéria não havia atendido aos telefonemas da redação. A reportagem ainda enviou e-mail para a assessoria da PM, com a mesma solicitação. Com isso fica aberto o espaço para serem ouvidos, com igual espaço, todos os citados na reportagem.

Confira a nota de repúdio na íntegra:

NOTA DE REPÚDIO

Assunto: Assédio Moral e Perseguição Institucional a servidores militares

A Ordem dos Policiais do Brasil, o Sindicato dos Policiais Federais de Alagoas, a Associação dos Servidores Policiais Civis de Alagoas e o Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas vêm, em solidariedade a Guarnição que se encontrava no exercício de suas funções legais, REPUDIAR a conduta adotada pelo CEL. Adroaldo Freitas GOULART Filho que utilizando de veículo destinado exclusivamente ao serviço público afrontou a Guarnição e se negou a obedecer os comandos legais dos policiais militares que se encontravam fazendo BLITZ na Rodovia AL-220.

O motivo da abordagem se deu, pois a Guarnição percebeu/visualizou que indivíduos (com vestimentas civis) estavam em um veículo oficial e de uso exclusivo da Polícia Militar. Ressalta-se que o sobredito veículo parou numa distância considerável tendo sido realizada a troca do condutor do veículo entre uma mulher e um passageiro/carona, tal comportamento despertou a desconfiança da guarnição que adotou postura de abordagem com emprego de arma de fogo e verbalização.

No momento da abordagem o condutor do veículo CEL. GOULART numa conduta intimidatória além da morosidade de sua identificação não obedeceu aos comandos legais dos militares de serviço causando um desconforto desnecessário.

Em razão dos fatos acima e que se apresentam em áudio e vídeo comprovam o ocorrido e o assédio moral sofrido pelos servidores.

O Tenente que era o oficial de operações foi transferido para o 10° BPM, além disso os 03 (três) militares do BPRV foram presos no CFAP por 72h por ordem do CEL. SARMENTO. Ademais, os militares envolvidos no episódio foram transferidos para Delmiro Gouveia e Santana do Ipanema.

Todos os princípios constitucionais foram afrontados em razão da transferência dos militares e da prisão, ouviram apenas a versão dada pelo Oficial que asseverou ter sido hostilizado e desrespeitado pela Guarnição, fato que restará provado ser mentira.

As entidades demonstram nesse momento UNIÃO e REPUDIA a perfídia e aleivosia praticada pelo Oficial que utilizando de sua patente busca penalizar arbitrariamente a Guarnição.

Será cobrado da Corregedoria e do Conselho Estadual de Segurança Pública o acompanhamento do procedimento instaurado no âmbito correcional da PM, bem como a instauração de procedimento adequado face os supostos crimes de peculato e, consequentemente, improbidade administrativa praticado pelo Oficial que se utilizou do veículo do Estado em benefício próprio e de terceiros.

OPB

ASPOL/AL

SINPOFAL

SINDAPEN

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