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Ajuda moradia Bolsonaro: ‘Usei para comer gente’

Ajuda moradia Bolsonaro: ‘Usei para comer gente’
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Deputado admitiu o recebimento de auxílio-moradia e afirmou não ter sentido prestar as contas

Brasília – ‘Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro de auxílio-moradia eu usava pra comer gente.’ Essa foi a declaração do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) sobre o recebimento de benefício, mesmo com apartamento próprio em Brasília. Em entrevista publicada ontem ao jornal ‘Folha de São Paulo’, o presidenciável justificou que não tem cabimento prestar contas da utilização da regalia.

“O dinheiro que entra do auxílio-moradia eu dormia em hotel, eu dormia em casa de colega militar em Brasília, o dinheiro foi gasto em alguma coisa ou você quer que eu preste continha: olha, recebi R$ 3 mil, gastei R$ 2 mil em hotel, vou devolver mil, tem cabimento isso?”, afirmou.

Segundo Bolsonaro, por conta das críticas que a notícia causou, ele pretende vender seu imóvel no DF e pedir apartamento funcional.

Questionado se teria se arrependido do recebimento do auxílio e se não seria contraditório com seu discurso de moralidade, o deputado negou. “Não. É um direito que eu tenho. Onde tem alguma instrução na Câmara que diz que quem tem imóvel em Brasília não pode receber auxílio-moradia?”.

Devassa

O jornal apurou que o presidenciável e seus três filhos parlamentares multiplicaram o patrimônio na política, reunindo atualmente 13 imóveis em áreas valorizadas do Rio e de Brasília, com preço de mercado de cerca de R$ 15 milhões. “Você tem que divulgar é o meu patrimônio. Daqui a pouco vão querer pegar minha mãe, com 91 anos de idade. Começar a levantar a vida dela”, criticou aos repórteres.

O deputado foi perguntado também sobre o salário recebido pela Câmara. “Para mim está excelente, sobra dinheiro demais”, colocou. Entretanto, ao ser questionado se seria certo o valor e se precisaria receber auxílio-moradia, Bolsonaro se irritou. “Pô, cara, você quer que eu devolva meu salário agora? Que eu ganhe um salário mínimo por mês?!”

O ‘Mito’ explicou sobre uma entrevista de 1999, em que defendeu a sonegação. “Quando eu falei que sonegava… quem hoje em dia e no passado nunca se indignou com a sua carga tributária? Hoje o povo, como um todo, só não sonega o que não pode”, vociferou.

Funcionária fantasma

Já sobre a contratação de uma suposta servidora fantasma com o dinheiro da Câmara dos Deputados, Jair Bolsonaro disse que ela atende a demandas da região.

Walderice Santos da Conceição figura desde 2003 como um dos 14 funcionários do gabinete parlamentar de Bolsonaro. No dia a dia, a servidora pública tem um comércio em Angra dos Reis chamado Wal Açaí.

O deputado ponderou que “ela faz o que qualquer comissionado faz. Qualquer problema da região ela entra em contato com o chefe de gabinete”, afirmou.

Ameaças de limitação da imprensa

Na entrevista à ‘Folha’, Jair Bolsonaro ainda questionou os repórteres quando eles ganhavam no jornal por perguntá-lo sobre seu salário de deputado. “O Brasil, com 14 milhões de desempregados, roubalheira bilionária, a Petrobras afundada, vocês vêm me encher o saco por causa de um auxílio-moradia de R$ 3 mil.” O deputado acrescentou ameaças, caso vença as eleições para Presidência da República. “É bom vocês torcerem para eu não chegar porque vai acabar a teta de vocês e você vai perder o teu emprego lá. (…) Eu respondo a quem eu quiser. Vocês da Folha eu não respondo. Não precisa ter aquele comitê de imprensa no Planalto.”

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