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Confira dicas para fazer a redação nota mil no Enem

Confira dicas para fazer a redação nota mil no Enem
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Professores falam sobre como se preparar corretamente para uma das provas mais difíceis do exame

Rio – Com a abertura do edital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2018), cujas inscrições começam no dia 7 de maio, foi dada a largada para os candidatos a vagas nas faculdades intensificarem o ritmo de preparação para as provas, marcadas para 4 e 11 de novembro. Muitos estudantes, entretanto, começam também a perder o sono por conta da redação, uma das etapas mais temidas do processo e importante quesito na pontuação geral. A preocupação se justifica, em parte, porque o tema é revelado somente na hora.

professores especializados no assunto deram dicas e sugestões preciosas de temas contemporâneos que podem vir a cair e de como estudar e se preparar melhor.

A redação avalia capacidades do aluno que não ficam óbvias em questões de múltipla escolha. Também é usada como critério de desempate. Bem elaborada, pode render pontuação acima das provas objetivas, elevando a média geral. Um dos segredos é se manter informado, debater e procurar escrever sobre assuntos recentes.

Coordenadora de Linguagens do Colégio Alfa CEM Bilíngue, Bárbara Teixeira, de 28 anos, ressalta que a inspiração, característica que diferencia um aluno do outro, pressupõe um bom repertório sociocultural. “Isso significa que, ao longo de sua vida e trajetória acadêmica, o estudante deve ter tido contato com conhecimentos de diversas áreas, entre elas, principalmente, História, Filosofia, Biologia e Literatura. O desafio é saber relacionar esses conhecimentos a fatos contemporâneos”, adverte.

Para a coordenadora, o candidato deve, sobretudo, ler muito para se manter atualizado sobre os acontecimentos mais significativos do Brasil e do mundo. Convém ainda planejar a escrita e produzir muitos textos, com correção feita em seguida por um profissional de Letras. E vale controlar o tempo e a ansiedade. “São fatores determinantes no dia da prova”, explica.

Professores do Stoodi cursinho a distância com foco em Enem e pré-vestibular concordam que um bom nível de conhecimento dos principais acontecimentos históricos é essencial para se dar bem no dia da prova. Um critério que pode ser utilizado pelas instituições para incluir determinado evento nas questões de conhecimentos gerais ou de História são os aniversários dos fatos, as chamadas efemérides. Como os 50 anos, em 2018, de alguns episódios históricos que podem ser temas, entre eles: o Ato Institucional AI-5; o assassinato do pastor Martin Luther King; e a invasão do Vietnã Sul.

Bárbara Teixeira, coordenadora de Linguagens do Alfa CEM Bilíngue: criatividade diferencia alunos – Divulgação

“Para conquistar a tão almejada nota mil em redação, é preciso ter seriedade e responsabilidade, mantendo uma rotina de estudos. Organização é imprescindível. Fazer redações semanalmente e estar sempre antenado com tudo fazem a diferença, sem deixar o lazer de lado”, aconselha Isabelle Pereira dos Santos, de 16 anos, do Colégio Pensi de Copacabana. “Refaça exames antigos, assista a telejornais, mantenha o sono em dia e faça refeições balanceadas e exercícios físicos”, completa Carolina Lopes Affonso, 18, da mesma unidade.

“Nunca esqueça também de adotar senso crítico em relação às notícias, às normas da língua portuguesa e à estrutura da redação. Tem que se ter cuidado ainda com notícias falsas (fake news), febres do momento”, diz o estudante Thiago de Carvalho, 17.

Muito estudo e leitura são fundamentais para a prova

A professora de Língua Portuguesa e Redação do Colégio Notre Dame, Eliza Barra, ressalta a importância dos sinônimos. “A repetição de palavras deve ser evitada, assim como tratar a escrita superficialmente e fora do tema”, alerta, frisando: “Conhecimento do mundo é fundamental. Por isso, são atitudes importantes treinar temas distintos e o reforço na leitura nos campos político, social, econômico, relações humanas, história e literatura”, avisa.

Diego Aguilar, professor de Língua Portuguesa e Redação da rede Pensi e do Curso QG do Enem, recomenda atenção à realidade atual. “Seja qual for o tema, cabe ao estudante abordar o impacto social gerado por qualquer assunto. E, para aumentar o conhecimento do mundo, são importantes livros, jornais, filmes e documentários, além de visitas a museus. Entender as competências exigidas pela banca corretora é indispensável”.

O professor lembra ainda algumas competências necessárias: estudar regras gramaticais para ganhar norma culta (pontuação, ortografia, crase, regência, concordância e colocação pronominal); abordagem completa do tema, sem tangenciar o debate proposto; usar estratégias argumentativas; e construir proposta de intervenção, destacando seus cinco elementos: agente, ação, meio, detalhamento e efeito.

Alimentação e equilíbrio emocional

Márcia Simões Kornin, pós-graduada em Medicina Estética e Nutrologia, defende a importância de uma alimentação adequada e a prática de atividades físicas, que, segundo ela, contribuem direta e positivamente para um bom desempenho. “Comer corretamente garante os nutrientes que o cérebro necessita para melhorar a concentração”, justifica, destacando que suplementos como ômega-3 e ácido fólico ajudam na dieta.

A médica insiste que atividade física, responsável pela circulação sanguínea e frequência cardíaca, não deve ser esquecida, mesmo que tire um pouco o foco dos estudos. “O corpo libera betaendorfinas e outros hormônios que dão sensação de bem-estar e prazer. Convém evitar álcool, cigarros e não dispensar oito horas de sono diários, pois o descanso recupera o cérebro e a concentração. São práticas mais que recomendadas”.

Valéria Ribeiro, especializada em Psicologia e Desenvolvimento Humano, frisa que a preparação para a prova de redação não deve ocorrer somente nos meses que a antecedem. “Durante o Ensino Médio, é preciso que o aluno participe de simulados, na medida do possível. A preparação emocional também é importante para que o aluno saiba enfrentar, de maneira correta, os chamados ‘brancos’ durante a prova ou crises de ansiedade e até mesmo de pânico”, alerta. Ela recomendou ainda, se for o caso, terapia individual ou em grupos, o consumo de bastante água e atividades que tragam relaxamento e paz, como ioga ou técnicas de controle de respiração.

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