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Polícia investiga casos de extorsão sexual que tem políticos como vítimas em AL

Polícia investiga casos de extorsão sexual que tem políticos como vítimas em AL
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Dez casos já foram registrados em dois meses no estado; eles são alvos de investigação

O delegado Thiago Prado, da Seção Antisequestro e Crimes Cibernéticos, revelou, nesta quarta-feira (25), que 10 casos de extorsão sexual através da internet foram registrados em dois meses em Alagoas. Conforme o delegado, os casos estão sendo investigados pela Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) e, entre as vítimas, estão até políticos alagoanos.

O grupo que pratica os crimes cibernéticos cria contas nas redes sociais e se passa por mulheres, para adicionar as vítimas e iniciar uma conversa. Dessa forma, os criminosos solicitam fotos ou vídeos íntimos através de um aplicativo de mensagem.

Após o envio, o grupo ameaça publicar o material na internet e pede uma quantia em dinheiro em troca. Conforme informações do delegado, todas as vítimas são homens, a maioria casados.

“A vítima se sente amedrontada em ter suas fotos íntimas divulgadas, até porque o cônjuge não sabe que está enviando fotos para terceiros. Eles acabam pagando a quantia por medo, mas alertamos que o pagamento fomenta a prática do crime”, disse.

A investigação está sendo realizada através das contas bancárias enviadas para as vítimas para o pagamento. De acordo com o delegado, o grupo deve estar usando dados de “laranjas” para dificultar o acesso às informações.

O delegado recomendou ainda que, para evitar riscos, fotos íntimas não devem ser enviadas através de redes sociais. Por questão de segurança, os nomes dos políticos que já teriam sido vítimas do golpe não foram revelados.

Os crimes cibernéticos têm pena de detenção de três meses a um ano e multa. Também está prevista prisão de seis meses a dois anos, além de multa, para quem obtiver dados “de comunicações eletrônicas privadas, segredos comerciais ou industriais e informações sigilosas”. Se o crime for cometido contra autoridades do Poder Executivo, Legislativo ou Judiciário, a pena aumenta de um a dois terços.

gazetaweb

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