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Corporativismo: Delegado preso foi avisado sobre extorsão através do WhatsApp; veja mensagens

Corporativismo: Delegado preso foi avisado sobre extorsão através do WhatsApp; veja mensagens
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Mensagens de WhatsApp anexadas à investigação que resultou na prisão de 26 policiais, na semana passada, revelam que o delegado Rodrigo Santoro, apontado como chefe da quadrilha, sabia das extorsões em série praticadas pelo grupo. Numa das conversas, obtidas com exclusividade pelo EXTRA, ele é informado sobre a intenção de seus subordinados de repetirem um ‘‘bote’’ — como o grupo chamava as operações para arrecadar propina — que havia rendido a eles cerca de R$ 1 milhão.

De acordo com a denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, em julho de 2016, o grupo, então lotado na 34ª DP (Bangu), deu seu maior “bote”: um acordo com um ex-PM dono de um depósito de cigarros contrabandeados rendeu aos policiais civis R$ 200 mil e mais 900 caixas de cigarros, vendidas posteriormente. Um ano depois, eles quiseram repetir a ação. Um dia antes, Santoro foi informado.

Delegado é informado sobre ‘bote’

“Amanhã Tadeu (um dos presos) está com uma informação, (…) depósito de cigarro do mesmo que foi feito na 34, falei se achar fazer alguma apreensão”, escreveu um dos agentes ao delegado, que respondeu: “Tá bom”. De acordo com o relatório da investigação do MP, o diálogo “comprova não só que ambos sabiam da diligência que ocorreria no dia seguinte, mas que os dois sabiam do ‘bote’”, ocorrido no ano anterior.

Delegado é informado sobre 'bote'

Outra mensagem indica um acordo do delegado com a maior milícia do Rio. Após agentes darem um “bote” em Luiz Antônio Braga, irmão de Wellington da Silva Braga, o Ecko, chefe do grupo paramilitar que atua na Zona Oeste, o policial responsável pela ação foi afastado da 36ª DP (Santa Cruz), onde Santoro era lotado. O motivo, segundo a investigação, era “um acerto” da milícia com a unidade. Numa mensagem, o agente afastado mostra mágoa do delegado e de seu braço-direito, inspetor Delmo Nunes: “Rodrigo e Delmo me deixaram na berlinda com a milícia”.

Inspetor desabafa: 'Rodrigo e Delmo me deixaram na berlinda com a milícia'
Inspetor desabafa: ‘Rodrigo e Delmo me deixaram na berlinda com a milícia’

Glossário da extorsão

“Bote”: os investigadores descobriram expressões usadas pela quadrilha para se referir às ações criminosas. A mais comum é “bote”: operação feita exclusivamente para arrecadar propina.

Repique: acontecia quando um “bote” era dado novamente na mesma vítima.

Credcrime: é a propina paga a prazo, quando a vítima não podia pagar na abordagem.

extraglobo

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