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Você pode ter um proto-fascista em casa, conheça os riscos

Você pode ter um proto-fascista em casa, conheça os riscos
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Transformar jovens proto-fascistas em objeto de estudo não tem sido tarefa fácil, porque a isenção às vezes oscila, diante do incômodo que alguns posicionamentos e comentários maliciosos nos trazem, no entanto, este é um importante registro a ser feito, pois é um volume considerável e com atitudes semelhantes na abordagem carregada de violência física ou moral exposta.

O primeiro que chamou a atenção divulgou um pôster que mostrava um homem assistindo TV e uma menininha colocada em pé logo atrás, com a toalha em uma mão e a lata de cerveja na outra. O letreiro dizia que era para acostumar. Algo referente ao papel feminino, a priori.

No entanto, tinha muito mais do que isso naquela imagem, como a submissão da menina àquele corpanzil masculino indicasse muito mais do que segurar uma toalha e uma cerveja.

Adivinha qual era o candidato à presidência que ele exibia?

O comportamento dos afoitos nas redes sociais, invadindo os espaços que pertencem aos outros com comentários de baixo calão, em visível tentativa de acuar, intimidar, expor, só é bem explicado, quando visitamos páginas organizadas por eles.

Qualquer semelhança com a barbárie não é mera coincidência! É uma espécie de barbarismo consentido, estimulado.

Animações com personagens representativos de Lula, Dilma, Maria do Rosário e Manuela, vão do inimaginável ao inadmissível, e as famílias deles podem até considerar brincadeiras com o rosto e o corpo do inimigo, mas o texto que sobra no não-dito é volumoso, é perigoso.

Se não incentivamos nossas crianças a usarem armas de brinquedo para não naturalizar a violência, tais abordagens “engraçadas” incentivam e naturalizam desde o ridículo, ao estupro e o assassinato. Reforçando a perseguição à mulheres, defensores de Direitos Humanos, esquerdistas e petistas.

O jovem proto-fascista demonstra sede de bizarrice.

Maquiando esta ânsia com discursos nacionalistas e anti-corrupção, eles estão mergulhados na ausência de humanidade para quem esteja fora dos seus guetos.

Nas redes sociais, as imagens chocantes que eles trazem sempre tentam calar a voz de quem emite opiniões políticas. Eles são criadores de balbúrdias, e caracterizados pelas grosserias, ameaças, e afinidades com o grotesco.

Sempre fazem alguma alusão a Lula, comunismo, doutrinação, como um amém. Código emitido aos pares, uma senha para poder fazer o que quiser, em nome destes mantras ao contrário.

Será que você, leitor, já imaginou seu filho agindo assim?

Ou acha que se trata apenas de um joguinho chamado “estupre uma mulher petista” ou “mate um esquerdista” , ou outros similares?

Já reparou os olhos do seu filho brilhando de ansiedade quando chama alguém de “viado” e projeta o próprio peito para a frente, em mensagens subliminares de superioridade masculina, no desejo de provar que é macho?

Bolsonaro é o catalisador dessa energia criminosa, porque ofereceu incentivo bélico, diminuiu o teor de contenção do mau. O jovem branco que ostenta violência não teme mais ser chamado de marginal, ele se autodeclara eleitor de Bolsonaro e é como se isso explicasse tudo.

Você pai e mãe de jovem fanático já percebeu o que pode estar acontecendo com seu filho neste contexto de banalização da violência contra o corpo e a moral dos outros?

O risco não isentará ninguém.

As falácias sobre ideologia de gênero e doutrinação ideológica conseguiram piorar a relação juvenil com a escola, e os resultados também se manifestarão na brutalidade da geração anti-ciência que está sendo construída agora.

Mas o nosso voto ainda poderá erguer barreiras de contenção e abrir caminhos para a volta da arte e da cultura, da educação e da poesia. Segue o cantar das multidões de mulheres brasileiras, e salva conosco os destinos da nação. Somos mães, esposas, namoradas, irmãs, amigas, todas em uníssono nas ruas do Brasil, gritando pela vida: #Elenão.

Odilon Rios

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