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Imagens foram registradas na Reserva Extrativista Chico Mendes (Resex), em Xapuri. Vídeo faz parte da série ‘Moradores da Floresta’, da WWF.

 

Duas espécies raras de cachorros do mato consideradas quase ameaçadas de extinção foram registradas em vídeo na Reserva Extrativista Chico Mendes (Resex) no Acre. As imagens são da série “Moradores da Floresta”, da WWF, que foram divulgadas na terça-feira (23).

O projeto divulga vídeos com informações sobre algumas das espécies mais marcantes e raras das florestas da Amazônia, a partir de imagens capturadas por armadilhas fotográficas, instaladas na Resex.

O gestor de projetos no Programa Amazônia do WWF-Brasil, Moacir Araújo diz que o monitoramento é importante para mostrar que é possível, mesmo com atividade humana no local com o manejo, manter espécies consideradas raras.

“A importância desse projeto está em a gente conhecer melhor como se comporta realmente a floresta, em termos do manejo florestal que é feito na área. É o registro de que áreas que são manejadas por comunidades, permanecem com riqueza de biodiversidade, com espécies raras. Essas imagens vêm para comprovar que se fizer atividade florestal com baixo impacto, com planejamento florestal, pode aproveitar madeira e manter a biodiversidade na área”, informou Araújo.

Cachorro vinagre é o único canídeo brasileiro que vive e caça cooperativamente — Foto: Reprodução/WWF BrasilCachorro vinagre é o único canídeo brasileiro que vive e caça cooperativamente — Foto: Reprodução/WWF Brasil

Cachorro vinagre é o único canídeo brasileiro que vive e caça cooperativamente — Foto: Reprodução/WWF Brasil

O primeiro vídeo, divulgado em abril deste ano, mostrou o primeiro registro em florestas amazônicas da pacarana (Dinomys branickii), espécie rara e pouco conhecida da ciência.

Desta vez, os animais que aparecem nas imagens são o “cachorro-vinagre” (Speothos Venaticus) e o “cachorro-do-mato-de-orelha-curta” (Atelocynus Microtis). No vídeo, de pouco mais de dois minutos, aparecem imagens inusitadas, como a do cachorro do mato de orelha curta comendo um lagarto, um dos seus principais alimentos.

Espécie exclusiva da Amazônia, o cachorro-do-mato-de-orelha-curta, também chamado de raposinha, é um animal que se caracteriza por viver de forma solitária, apesar de existirem registros de casais caçando juntos. Já o cachorro-vinagre é o único canídeo brasileiro que vive e caça cooperativamente.

Vídeo flagrou cachorro do mato de orelha curta comendo um lagarto — Foto: Reprodução/WWF BrasilVídeo flagrou cachorro do mato de orelha curta comendo um lagarto — Foto: Reprodução/WWF Brasil

Vídeo flagrou cachorro do mato de orelha curta comendo um lagarto — Foto: Reprodução/WWF Brasil

Conforme a WWF, ainda com relação à espécie raposinha, os machos possuem glândulas de cheiro para marcar seu território. As fêmeas são maiores que os machos e a espécie tem altura média entre 72 e 100 centímetros e peso médio entre 9 e 10 quilos. A espécie é rara e registros de sua ocorrência são incomuns.

Já seu parente, o cachorro-vinagre tem altura média entre 20 e 30 centímetros e peso médio entre 4 e 7 quilos. Esses animais vivem em grupo de 2 a 12 indivíduos, apresenta preferência por atividades diurnas e os grupos vivem em tocas de outras espécies, ocos de árvores ou tocas cavadas por eles mesmos.

As duas espécies de cachorros são classificados como vulneráveis pela Lista Vermelha Fauna Brasileira e “quase ameaçadas” pela União Internacional pela Conservação da Natureza (UICN).

A reserva

A reserva abrange os municípios de Assis Brasil, Brasileia, Capixaba, Epitaciolândia, Rio Branco, Sena Madureira e Xapuri.

A Reserva Extrativista é uma área de 970.570 hectares utilizada por populações extrativistas tradicionais, cuja subsistência baseia-se no extrativismo e, complementarmente, na agricultura de subsistência e na criação de animais de pequeno porte, e tem como objetivos básicos proteger os meios de vida e a cultura dessas populações, e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade.

A Reserva Extrativista Chico Mendes foi uma das pioneiras na categoria. A unidade, criada em 1990, atualmente abriga cerca de 25 mil pessoas, que sobrevivem do extrativismo tradicional e atualmente é administrada por órgãos federais e é uma das 117 unidades de conservação apoiadas pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA).

Cachorro-do-mato-de-orelha-curta é uma espécie rara e registros de sua ocorrência são incomuns — Foto: Reprodução/WWF BrasilCachorro-do-mato-de-orelha-curta é uma espécie rara e registros de sua ocorrência são incomuns — Foto: Reprodução/WWF Brasil

Cachorro-do-mato-de-orelha-curta é uma espécie rara e registros de sua ocorrência são incomuns — Foto: Reprodução/WWF Brasil

g1/Acre

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