Ambulâncias_728x90
vida_nova_728x90
Home Destaque Caso João de Deus envolve centenas de denúncias de abuso sexual, aborto, suicídio e protestos

Caso João de Deus envolve centenas de denúncias de abuso sexual, aborto, suicídio e protestos

Caso João de Deus envolve centenas de denúncias de abuso sexual, aborto, suicídio e protestos
0
0

Médium, alvo de um pedido de prisão do MP, nega todas as acusações.

Desde a última sexta-feira (7/12), o médium João de Deus se tornou um dos nomes mais noticiados na imprensa nacional e internacional depois que dez mulheres revelaram-se vítimas de abuso sexual, por meio do programa Conversa com Bial, da TV Globo. Segundo as denunciantes, os abusos ocorriam na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, interior de Goiás, onde o médium realiza milhares de atendimentos espirituais.

Os relatos encorajaram outras centenas de mulheres que também se sentiram abusadas. Até a tarde desta quinta-feira (13/12), apenas o Ministério Pública de Goiás havia recebido 250 denúncias contra o religioso. Os MPs de todos os estados brasileiros recebem os relatos. Estima-se, até o momento, que o número tenha ultrapassado as 400 possíveis vítimas.

Com base nos relatos das mulheres, os abusos seguem um padrão. Ele atendia as mulheres em público e depois pedia que elas o encontrassem, sozinhas, em seu escritório, para que ele incorporasse uma entidade e terminasse o procedimento. Os abusos sexuais ocorriam, de acordo com elas, dentro da sala dele.

Algumas dizem ter sido levadas a um banheiro dentro do cômodo. As mulheres relataram ainda que em alguns casos ele oferecia uma ‘jóia’ como espécie de ‘recompensa’. O médium, alvo de um pedido de prisão do MP, nega todas as acusações.

Denúncias de abuso sexual contra João de Deus

No último domingo, 9 de dezembro, uma das denunciantes, moradora de Valparaíso de Goiás revelou ter sido assediada pelo médium João de Deus. Segundo a mulher, de 41 anos, que preferiu não se identificar, o abuso ocorreu em 1999 durante uma consulta espiritual, na Casa Dom Inácio de Loyola, onde o religioso realiza os milhares de atendimentos. Na época, a mulher buscava cura para uma depressão.

Ao procurar o Correio Braziliense, a mulher relatou que durante umas das consultas espirituais, João de Deus pegou a mão dela e colocou dentro de sua calça. “Quando saímos do salão de orações coletivas, onde recebemos passes, ele já estava na sala reservada. Um dos ajudantes permitiu que eu ficasse sozinha com ele. Eu ia sentar no sofá, mas ele não deixou. Pediu para que eu ficasse de pé”, conta.

“Ele começou a me apalpar, tremendo e gemendo. Dizia no meu ouvido que era oração. Ele pegou minha mão e a colocou dentro da calça dele. Eu fechei a mão. E ele dizia para eu abrir a mão. Ele reclamou: ‘Filha, você não quer ficar curada?’. E pedia para eu segurar (o pênis dele)”, relata.

Mulher relata que abuso sexual resultou em gravidez seguida de aborto

Em outro caso, divulgado hoje (13/12), uma ex-moradora de Taguatinga (DF) contou que ficou gravida de João de Deus após sofrer abuso sexual. Hoje, com 53 anos, a mulher conta que o abuso ocorreu quando ela tinha 16 e que na época chegou a ser ameaçada de morte caso revelasse a alguém. Ela também denunciou o religioso.

“Uma amiga minha que me levou para conhecer o João de Deus. Aí, eu fui para lá trabalhar com ele na corrente. Com três meses, ele abusou de mim. Tirou minha roupa, minha peça íntima de baixo, a de cima não. Ele fez o que fez e eu peguei uma gravidez dele”, revelou à TV Globo.

De acordo com a mulher, e alguns meses a barriga começou a crescer e ela foi pedir ajuda ao médium. “Ele falou assim: ‘Não! Eu vou te dar um remédio’. Eu pensei que o remédio era uma garrafada para fazer um tratamento, mas ele me deu um remédio para matar a criança, para eu não complicar a vida dele.”

Mulher que relatou abuso sexual comete suicídio

Uma das mulheres que disse ter sido abusada sexualmente pelo médium João de Deus cometeu suicídio nesta quarta-feira (12/12), após saber que o líder espiritual foi trabalhar normalmente, na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia. As informações foram obtidas pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

De acordo com o jornal, a família da vítima nunca acreditou nas denúncias feitas por ela, pois, todos seriam muito devotos a João de Deus. Ainda de acordo com informações da Folha, Sabrina Bittencourt, ativista social ficou muito abalada ao saber da notícia, e precisou tomar medicamentos desde então. O advogado dela a orientou a não divulgar nenhum detalhe da morte.

Fiéis protestam em Abadiânia

Nesta quinta-feira fiéis se reuniram em frente à ‘Casa’ em uma manifestação em prol de João de Deus. Eles seguravam cartazes com pedidos de amor desejando forças ao médium. Um dos protestantes, estrangeiro, ficou sentando por mais de nove horas com os olhos fechados e segurando o cartaz com a frase “Help João”.

diaonline.r7

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *