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Arapiraca: Terceira caminhada Contra o Racismo Religioso acontece sexta-feira (21/12)

Arapiraca: Terceira caminhada Contra o Racismo Religioso acontece sexta-feira (21/12)
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O evento acontece às 16h no Bosque das Arapiracas

A historiadora Lilian Ferreira confirmou uma caminhada  para falar  conscientização acerca de práticas religiosas de matrizes africanas, as quais vem sofrendo discriminação desde sua consolidação no país.

Em Arapiraca, a situação não é muito diferente, conforme relatou a entrevistada durante o primeiro bloco de conversas. Lilian exemplificou o caso de preconceito religioso pelo qual vivenciou o Babalorixá Wellington Galdino, conhecido como “Pai Wellington”.

No último dia (23/11), o pai de santo foi expulso de uma loja de artefatos religiosos, situada no Centro da cidade, pela proprietária do local.

Segundo os registros policiais, a vítima estava com as vestimentas tradicionais de sua religião e entrou no estabelecimento comercial em busca de uma imagem sacra para presentear uma amiga e foi ofendido pela senhora Carmelita.

Após esse episódio, o coletivo feminista “Dandara de Palmares”, representado na NN por Lilian, considerou o caso como um despertar para o desenvolvimento de ações em combate ao preconceito.

Na entrevista, ela convidou os ouvintes da Rádio Novo Nordeste FM para a prestigiarem a 3ª Caminhada Contra o Racismo Religioso em Arapiraca. O evento acontece no final da tarde desta sexta-feira (21/12), próximo à fonte situada no Bosque das Arapiracas.

De acordo com Lilian, as práticas discriminatórias contra o Candomblé e demais correntes religiosas de matriz africana são desconhecidas da grande maioria da população. Por isso, acabam ganhando espaço para inverdades acerca de seus rituais e cultos.

“Durante a Caminhada, abrimos um espaço aos praticantes do Candomblé a entoarem cânticos a fim de desmistificar conceitos pré-existentes e errôneos. Isso porque essa religião dentre as demais linhas espíritas é a mais acometida por preconceito”, explicou.

Sobre o ato que vai acontecer na cidade, Ferreira disse contar com pessoas de vários grupos religiosos, inclusive uma parcela mínima de católicos e pentecostais. “É com o objetivo de expandir a cultura de paz entre população e religiões que organizamos essa caminhada. Então, você, seja qual for a sua crença não deixe de participar do evento. É um ato político, não no sentido partidário, mas sim de posicionamento educativo na derrubada do pensamento fundamentalista”, afirmou.

Finalizando a participação, Lilian apontou a necessidade de construção de uma educação pautada na amplitude de pensamento. “Parece um clichê, mas a educação é a solução. Falo também em pensamento amplo da sociedade, além do papel escolar no combate ao processo de representações falsas.”

“Infelizmente a escola também reforça esse preconceito. O diálogo contínuo é a solução”, concluiu.

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