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Ipaseal não repassa R$ 1,2 milhão e pode comprometer atendimento em Alagoas

Ipaseal não repassa R$ 1,2 milhão e pode comprometer atendimento em Alagoas
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Crise se arrasta com prejuízo para os profissionais que estão sem receber; solução para impasse só deve vir em janeiro

A crise do Ipaseal com os hospitais filantrópicos, que estão sem receber repasses contratualizados, tende a se agravar até as próximas negociações marcadas para o mês janeiro de 2019.

Sem atendimento, nem a disponibilidade de leitos, pacientes da retaguarda do Hospital Geral do Estado (HGE) serão afetados diretamente com a interrupção  dos serviços ofertados pelas unidades.

O rombo no sistema é de R$ 1,2 milhão e não tem perspectiva de repasse por parte do Estado de Alagoas. A Secretaria de Planejamento reconhece o débito, mas não conseguiu saná-lo este ano.

“As negociações serão retomadas em janeiro”, informou a assessoria do órgão.

Agora, sem salários, médicos, enfermeiros e técnicos podem interromper o atendimento. O problema é grave e afeta unidades credenciadas do Ipaseal que são contratualizadas para garantir o suporte para pacientes em recuperação de cirurgias de trauma, descompensação do diabetes, de diálise, patologia de cabeça.

Procurado, o Ipaseal negou qualquer falha ou interrupção no atendimento, tanto capital quanto no interior. “A Ascom informa que o atendimento realizado pela rede credenciada ao plano Ipaseal Saúde, incluindo os hospitais de pronto atendimento de urgência e emergência 24 horas, está normal. Ou seja, não foi registrado nenhum caso de falta de atendimento em nossa rede credenciada”, diz o comunicado.

A situação já contou com mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT), no início do mês. Desde o início, o órgão quis evitar o atraso no pagamento de salários. Mas, isso já é uma realidade enfrentada por profissionais da área da saúde.

Reflexo

A rede é grande e conta com pouco mais de 60 profissionais médicos que, assim como as instituições, têm prestado serviço sem receber salários. Os profissionais apontam que prejuízo  para cada profissional oscila entre R$ 14 mil e R$ 16 mil.

“Nos plantões, o volume de atendimento é grande e falta estrutura em muitos casos. O problema é a falta de repasse dos recursos, mas afeta diretamente quem está no atendimento”, disse um médico ouvido pela Gazetaweb.

Quem sobrevive apenas com uma fonte de renda tem sofrido mais diante da ausência de salários. Segundo um enfermeiro que paga pensão e para economizar faz “bicos”, ele precisou voltar para a casa dos país, visto que está sem receber há algum tempo.

“Tem faltado dinheiro para me manter. Aí prefiro ficar com a pensão alimentícia em dia. Como eu, existem outros nessa situação no período de final do ano, quando aumenta a demanda e é muito difícil para o profissional que precisa corresponder à necessidade do paciente que não tem nada a ver com isso”, detalhou um enfermeiro que atua na capital, Ele também não permitiu foto, nem sua identificação.

Da parte dos hospitais, também tem havido alguns bloqueios de leitos, conforme apurou a Gazetaweb. O corte prejudica diretamente o funcionamento do sistema que, quase sempre, necessita do espaço para a conclusão do atendimento.

Como neste período o encaminhamento para a capital de pacientes também aumenta na rede credenciada, o colapso pode ser iminente. Assim,  para os casos de recuperação mais longa os casos não serão transferidos para o HGE.

gazetaweb

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