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COTIDIANO Transmitida pelos gatos, esporotricose dispara em Pernambuco

COTIDIANO Transmitida pelos gatos, esporotricose dispara em Pernambuco
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Número dos registros da doença provocada por fungos transmitidos por gatos cresceu 1.254% nos últimos dois anos

Uma doença em progressão no Estado. Assim tem sido o comportamento da esporotricose, enfermidade dermatológica provocada por fungos do tipo Sporothrix transmitida por gatos adoecidos e pelo contato com terra contaminada. O quadro provoca nódulos inflamatórios e ulcerações graves na pele dos humanos e pode matar os animais rapidamente.

Para se ter uma ideia da elevação da esporotricose na população, foram registrados 13 casos em 2016, antes do protocolo. Com a nova vigilância o número subiu para 133 em 2017, ou seja, dez vezes mais. No ano passado, foram 176, o que representa um aumento de 1.254% em dois anos.

Desde 2017, Pernambuco vem verificando aumento de casos e começou um monitoramento sentinela, que incluiu a notificação compulsória de quadros suspeitos e a organização de uma rede de assistência à saúde. O Recife já discute com o Ministério Público medidas de controle que incluem a eutanásia de gatos de rua que tenham um grau avançado da doença.

“Quando implantamos um programa de vigilância, a gente faz tudo para que tenhamos muitos casos notificados para conhecer o real problema. A esporotricose em Pernambuco é muito nova em termos de vigilância, então, é normal que a gente tenha esse aumento de casos. Fazemos questão que os médicos notifiquem, porque só através disso é que a gente vai saber a magnitude do problema”, justificou o gerente de Zoonoses da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Francisco Duarte.

Ele destacou que a comunidade não pode culpar os animais por uma questão que também passa pela responsabilidade do dono desses pets.

O gato não é o vilão da história. Ele se contamina porque está na rua. Gato não é portador. Ele é vítima como o homem”, defendeu. Francisco Duarte explicou que é preciso que o tutor dos gatos tome medidas que diminuíam as chances deles adoecerem e trazerem o fungo para dentro dos lares. Algumas soluções seriam a castração dos bichos e a manutenção deles no ambiente doméstico. “Eu acho que uma campanha de castração e outra para esclarecer a população que não se deve abandonar gatos nas ruas, ajudaria muito no controle da doença”, avaliou Duarte.

Para tentar chegar a um entendimento sobre como proceder com a esporotricose em animais de rua, o Centro de Vigilância Ambiental (CVA) do Recife está em tratativas com o MPPE e outras instituições ligadas à causa animal. Segundo o coordenador do CVA, Jurandir Almeida, a doença nos gatos tem cura, mas a taxa de reincidência é alta: de 30% a 40%. E mesmo em tratamento, os bichos ainda podem passar a doença, replicando exponencialmente novos casos entre eles e os humanos.

Os dois principais serviços públicos para o tratamento de humanos no Estado são o ambulatório de esporotricose do Hospital das Clínicas (HC/UFPE) e o ambulatório de doenças infecciosas e parasitárias do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc). Em ambos os casos, suspeitos têm se avolumado nos dois últimos anos. A principal forma de se proteger da doença é utilizar luvas para manejar o solo (já que outra forma de contágio é no manuseio da terra), e também utilizar equipamentos de proteção no caso de estar em contato com um gato doente.

“Nos últimos anos tem aumentado a ocorrência deste fungo no Nordeste. Ai ele se tornou endêmico, comum de presença. E isso deve permanecer”, esclareceu o chefe de triagem do setor do HUOC, Filipe Prohaska.

Esporotricose

 

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