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Não desculpamos Alessandra Strutzel

Não desculpamos Alessandra Strutzel
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Ela é potestade. Nas cercanias cibernéticas faz parte dos novos deuses do Olimpo da futilidade, que associada à onda fascista consegue seguidores e se capitaliza ofendendo, desqualificando, desrespeitando a vida e a morte.

Alessandra Strutzel não é apenas uma pessoa, é representação do que o Brasil tem produzido desde o resultado das eleições de 2014, quando uma juventude amoral, fincada em guetos amorais, desafia os modelos conhecidos de ser gente.

Bolsonaro potencializou esse cancro, que se desenvolve nos seios das famílias que se consideram “de bem”.

A morte virou hino na boca dessa estirpe, desde os palanques do malsinado presidente que estes mesmos brasileiros sob efeito de mutação ética e humanitária via wathsApp elegeram ao cotidiano no twitter, instagram e facebook.

Um país sem alma que ofende o outro lado a cada minuto, quando uma oportunidade surge.

Após classificar a morte de uma criança de 7 anos como boa notícia e designar a perda como “um filho da puta a menos”, veio uma nota com pedido de desculpas.

Desculpas a quem? Parte do país ficou em comoção o dia todo, pois cada pessoa que imagina seus próprios netos entre os braços e os abraços consegue sentir um pouco a dor do Lula, e se condoe.

A família está em severo sofrimento.

Ah, deve ser à mídia, que mostrou sua face e desentocou do covil sua ferocidade de primeira reação.

Alessandra pede desculpas porque percebeu a revolta das pessoas.

isso não é nem mesmo arrependimento.

Mas como Alessandra se arrependeria, se ela não é apenas ela mesma? Ela é representação, tem seguidores, apoiadores, gente zumbizada que odeia o PT e o Lula como efeito de telefone sem fio.  Isso tem se transformado em fonte de renda.

Falar mal do Lula e PT elegeu inúmeros energúmenos pelo país. Isso dá popularidade.

Porém, desossa o caráter e condena ao aprisionamento no gueto. Quando vaza, assusta.

O gueto está acostumado a zombar da vida e da morte das pessoas que foram marcadas pelos Bolsonaros como brasileiros menores, fadados ao extermínio.

O gueto não tem limites, não tem sentimentos. É grosseiro, mal educado e preenchido de sociopatas com carinhas bonitas e midiáticas.

O problema da Alessandra foi apenas seu comentário ter vazado, e sua face bonita ter sido exposta como sepulcro caiado, cheio de podridão.

Ela pede desculpas. Será que isso torna o Brasil menos repulsivo aos olhos de si mesmo?

Onde estavam as famílias de bem quando seus filhos e filhas se tornavam monstruosidades? Estavam odiando algum brasileiro.

O ódio que moveu o comentário de Alessandra vai muito além do anjo que retornou à pátria espiritual, é elemento pulverizado sobre aqueles que não compõem o gueto.

Os filhos do Bolsonaro são estimuladores contumazes desse ódio.

O próprio Bolsonaro cresceu sua imagem na onda do ódio.

O ódio dá dinheiro e cargo.

Esse é o Brasil de agora.

Por isso Alessandra não merece desculpas.

Odilon Rios-reporternordeste

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