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Além das fronteiras: jovem de Arapiraca ganha credencial para apresentar projeto na Inglaterra

Além das fronteiras: jovem de Arapiraca ganha credencial para apresentar projeto na Inglaterra
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Desenvolver um projeto que possa mudar a realidade em que vivemos é algo frequente nos dias atuais. Diversas ideias surgem com o propósito de melhorar as condições de vidas de milhões de pessoas em todo o país, e até pelo mundo inteiro. Práticas simples mas que podem ter resultados positivos de forma rápida eficaz.

E quando uma chance como essa é dada a alguém de pouca idade mas de vasto conhecimento? O que fazer quando o grande momento chega e sabemos que não podemos deixa-lo escapar? O que para muitos pode parecer simples, uma vez que entende-se que ainda na construção dos mais variados projetos, já havia uma preparação para ocasiões como estás, pode mostrar uma realidade totalmente diferente e dificuldades que tendem a dificultar um pouco a realização de sonhos como esses.

É o que acontece com Ana Beatriz Cantonio de Vasconcelos, uma jovem de 16 anos, residente na cidade de Arapiraca, no agreste alagoano. “Bia” como é conhecida por pessoas próximas, recebeu essa chance levar seu projeto para fora do Brasil e apresentá-lo no Fórum Internacional de Ciências da Juventude de Londres (LIYSF), na Inglaterra. Trata-se do maior evento de ciências para jovens no mundo, e uma oportunidade rara para Beatriz.

Ajovem que teve seu projeto apresentado e concluído enquanto aluna do Instituto Federal de Alagoas, no Campus de Arapiraca, ganhou, em uma feira local, o credenciamento para representar o Brasil neste evento na Inglaterra. No entanto, Ana Beatriz conta que não possui condições financeiras para bancar a viagem, e que por essa razão está realizando uma “vaquinha online” para conseguir a quantia de R$ 10 mil reais, que seria o suficiente para custear a ida ao evento internacional.

a jovem, que contou mais sobre o projeto e detalhou a sua importância, que visa solucionar um problema grave que são os acidentes com instalações elétricas.

“O projeto consiste em analisar as instalações elétricas de residências da zona rural de Arapiraca, anotando erros e etc. Porque a gente observou que está havendo muitos acidentes na zona rural da região em relação a choques elétricos. E quando a gente começou a estudar um pouco mais, observamos que esses erros estão relacionados às falhas nas instalações, por conta dos atrasos na zona rural.” explica Beatriz, que afirma também que a Zona Rural é bem menos favorecida do que a Zona Urbana em relação a eletrificação.

“Então sabendo disso, fizemos esse projeto para analisar as instalações e obtivemos os resultados, e apresentamos o projeto em feiras científicas, congressos, e em uma dessas feiras a gente conseguiu o terceiro lugar. Em um outro evento que ganhamos,obtivemos também a credencial para apresentar o projeto em Londres.” conta Beatriz.

Em 2017, de acordo com a Associação Brasileira Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), foram 451 acidentes registrados em todo o Brasil, ocasionando em 30 mortes. Já em 2018 esse número aumentou para 526, sendo 62 deles fatais. Ainda de acordo com o relatório da instituição, 80% dos casos aconteceram em residências, e que os acidentes ocorrem devido a falta de conhecimento e conscientização sobre os riscos da eletricidade.

Ana também falou da importância do projeto e dos benefícios que ele pode trazer para a região. Ela conta também que, apesar de não ser um assunto muito discutido em sua cidade, a partir desse projeto, outros podem surgir afim de solucionar os problemas nas instalações elétricas.

“É muito importante para a zona rural da cidade. É uma coisa que não é muito falada. As pessoas comentam mas não é algo falado cientificamente. E com esse projeto, com os dados obtidos, nós podemos fazer outros trabalhos relacionados a melhorar as instalações elétricas. E é o que a gente está fazendo agora. Nós começamos um projeto para melhorar as instalações elétricas que foram encontradas em estado mais crítico. Porque nós encontramos muitas instalações com o estado precário e com os dados que conseguimos nós vamos melhorar as instalações. Nos vamos trazer um bem estar maior para a comunidade rural através desse trabalho.” explica Beatriz.

Como surgiu o projeto

Sobre o processo de elaboração do projeto, Ana relata que a ideia surgiu de repente. Seus pais são moradores da Zona Rural de Arapiraca, e que ela sempre gostou dessa área, de estudar mais sobre instalações elétricas. Foi então que surgiu a oportunidade de iniciar os estudos voltados para essa área. Ela conta também da importância pessoal e profissional que o projeto representa.

“É muito importante. Com as experiências que obtivemos nesse projeto, a gente teve um crescimento muito grande, tanto na parte acadêmica, porque a gente começou a elaborar artigos sobre o assunto, como na parte pessoal mesmo. A gente teve um contato muito grande com a comunidade. Nós tivemos contato com diferentes realidades. Isso traz um crescimento especial mesmo, que a gente só consegue na prática, que a gente só consegue observando.” afirma Beatriz.

Apesar da grandiosidade do projeto, a parte financeira é o que preocupe lá ex-aluna do IFAL. A quantia necessária ainda não foi arrecada, e, segundo ela, seria esse o único problema em levar os dados da sua pesquisa para o evento em Londres. “A única dificuldade mesmo é a parte financeira. Porque a inscrição tem um valor muito alto e o IFAL está com uma dificuldade para custear tudo, por causa de muitos cortes que o governo está fazendo. Essa a única dificuldade mesmo, porque o resto, em relação a fluência em inglês, eu não sou fluente, mas eu sei me comunicar. A única dificuldade mesmo é na parte financeira.” explicou Ana, que seguiu.

“Neste evento, essa oportunidade é única. A gente ganhar essa credencial foi uma coisa única, e que muitas pessoas, muitos professores dizem que é uma oportunidade única, e que a gente não deve perder, pois é algo muito difícil de se conseguir. Não estamos mais apresentando esse projeto, porque ele já está finalizado. Então vamos começar a apresentar o outro projeto mais tarde, quando o outro finalizar. Mas é muito difícil conseguir mesmo. A gente pode até conseguir vaga em alguma feira, porque isso é até fácil aqui em Arapiraca. Mas em Londres, esse evento, que é o maior evento científico juvenil do mundo, é uma oportunidade única mesmo, que não vai vir duas vezes.” concluiu Ana.

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