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Pioneirismo do caricaturista alagoano Carlos de Gusmão é discutido na Academia de Letras

Pioneirismo do caricaturista alagoano Carlos de Gusmão é discutido na Academia de Letras
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Secretario de Comunicação Ênio Lins aponta genialidade nas caricaturas minimalistas

Membro da Academia, Carlos de Gusmão nasceu no engenho Castanha Grande em São Luiz do Quitunde, em Alagoas. Foi secretário da Fazenda no governo de Batista Acioli em 1918 e desembargador do Tribunal da Justiça de Alagoas em 1947. O alagoano também produzia arte com as caricaturas e é considerado por Ênio Lins como o pioneiro nacional na caricatura minimalista no Brasil.

“As fotografias foram criadas para registrar o momento. Mas o que a caricatura é capaz de fazer vai muito mais além. As caricaturas refletem não só os traços físicos de um indivíduo como também sua personalidade”, refletiu o secretário, que também é caricaturista de longa data.

Ênio Lins abordou palestras na década de 30 como primeiros eventos nacionais de discussão acadêmica sobre caricatura (Foto: Neno Canuto)

A caricatura é a reprodução em desenho de uma pessoa, objeto ou animal que tem seus traços exagerados para causar humor. Esse tipo de arte é encontrado nas mais diversas técnicas, com detalhes em excesso ou mínimos. Ênio Lins explicou que para Carlos de Gusmão, em seu livro Boca da Grota, comunicar o máximo sobre alguém ou alguma coisa podia ser feito com os mínimos traços.

“A primeira vez que Carlos de Gusmão se posiciona sobre a caricatura em uma palestra para estudantes e desenhistas em 1932 é também, possivelmente, a primeira palestra acadêmica que acontece no país sobre esse tipo de arte”, afirma Ênio Lins. Logo após, os discursos do caricaturista alagoano foram publicados na Revista Ensino e abordados novamente no Instituto Histórico de Alagoas alguns anos mais tarde.

Ênio Lins abordou palestras na década de 30 como primeiros eventos nacionais de discussão acadêmica sobre caricatura (Foto: Neno Canuto)

O secretário apresentou ainda o livro de caricaturas dos 40 membros da Academia Alagoana de Letras em 1938, que contou também com as poesias de Cipriano Jucá. “Nós temos esse livro como um dos nossos maiores tesouros e pretendemos ter outros. Conversar sobre a técnica e posicionamento do nosso ilustre membro da Academia, Carlos de Gusmão, faz parte das nossas ações do centenário da Instituição e ficamos muito felizes em conhecer mais do seu trabalho”, declarou o presidente da Academia Alagoana de Letras, Alberto Costa.

As netas de Carlos de Gusmão também estiveram presentes no evento e ficaram emocionadas. “Meu avô tinha um talento nato, era notável em tudo que produzia, seja na arte ou na política. Fiquei absurdamente maravilhada com o que foi exposto”, disse Lúcia Maria Coelho.

 

Ênio Lins abordou palestras na década de 30 como primeiros eventos nacionais de discussão acadêmica sobre caricatura (Foto: Neno Canuto)
Ênio Lins abordou palestras na década de 30 como primeiros eventos nacionais de discussão acadêmica sobre caricatura (Foto: Neno Canuto)
Ênio Lins abordou palestras na década de 30 como primeiros eventos nacionais de discussão acadêmica sobre caricatura (Foto: Neno Canuto)
Ênio Lins abordou palestras na década de 30 como primeiros eventos nacionais de discussão acadêmica sobre caricatura (Foto: Neno Canuto)
Ênio Lins abordou palestras na década de 30 como primeiros eventos nacionais de discussão acadêmica sobre caricatura (Foto: Neno Canuto)
Ênio Lins abordou palestras na década de 30 como primeiros eventos nacionais de discussão acadêmica sobre caricatura (Foto: Neno Canuto)

Agência Alagoas

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