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Ex-comandante da PM de Alagoas e subtenente reformado transportavam notas falsas

Ex-comandante da PM de Alagoas e subtenente reformado transportavam notas falsas
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Militares reformados foram abordados em uma fiscalização de rotina e detidos com mais de R$ 1,5 milhão

Polícia Federal (PF) em Divinópolis divulgou que, além da quantia de R$ 1.530.350,00, também apreendeu cinco notas falsas, sendo quatro cédulas falsas de R$ 100 e uma cédula falsa de R$ 50, com o ex-comandante geral, Marcus Aurélio Pinheiro, e o subtenente reformado, Esperon Pereira dos Santos, da Polícia Militar (PM) de Alagoas. Eles foram detidos na quarta-feira (17) na BR-381, em Itatiaiuçu.

“Muitas notas trocadas estavam na mala. Não era igual quando temos um valor retirado de instituições financeiras, onde todas as notas são de mesmo espécie, até por isso decidimos não fazer a contagem desse dinheiro no momento em que ele foi apreendido”, explicou o delegado Daniel Souza, chefe da PF no município.

Após a contagem feita em uma agência da Caixa Econômica Federal em Divinópolis, o dinheiro foi depositado em uma conta da Justiça. As investigações continuam para, segundo o delegado, apurar se o dinheiro é, de fato, ilícito ou não.

A expectativa é que novas informações sobre o caso sejam divulgadas nesta sexta-feira (19).

O caso

Os militares reformados foram abordados em uma fiscalização de rotina da Polícia Rodoviária Federal (PRF) BR-381. Eles estavam em um carro com placas de Belo Horizonte que, segundo a PF, foi alugado em São Paulo.

O delegado da PF revelou que os ex-militares viajaram de avião de Alagoas para São Paulo e lá alugaram o veículo para transportar o dinheiro apreendido.

Durante a abordagem, a equipe da PRF encontrou o dinheiro em uma mala que estava no porta-malas do veículo. Marcus Aurélio e Esperon Pereira foram detidos e levados para a sede da PF em Divinópolis. Eles prestaram depoimento e foram liberados pois, conforme Daniel, não existia situação de flagrante, uma vez que o transporte de dinheiro não é crime.

“O Marcus disse que foi contratado por uma pessoa em Alagoas, que ele não sabe ao certo quem é, e que essa pessoa pediu que ele levasse um contrato até São Paulo. Esse contrato seria da compra de uma propriedade, mas ele não soube explicar ao certo. Então, ele chamou o Esperon para que o acompanhasse, e foram até São Paulo. Lá se encontraram com uma pessoa, que disse que não iria mais fazer o negócio e não quis assinar o contrato. Para não voltarem com esse dinheiro de avião, alugaram um carro”, contou o delegado.

O delegado também revelou à reportagem que os ex-policiais não estavam armados.

Defesa

A defesa dos militares disse que Pinheiro estava com um comerciante que pretendia adquirir um imóvel de campo na região mineira, porém eles estavam em carros separados e o veículo cujo comerciante estava não chegou a ser parado pela polícia.

Ainda segundo a defesa, Pinheiro informou que foi contratado para acompanhar a negociação do imóvel, o que não ocorreu, e escoltar o dinheiro. Durante a abordagem, foi apresentado um contrato de compra e venda da propriedade. Contudo, segundo o delegado da PF, o contrato não continha valores.

“Em realidade, não houve prisão. O ex-comandante foi contratado para realizar o serviço de escolta para o estado de Minas Gerais. Inclusive, ao ser abordado pela PRF, prestou todos os esclarecimentos necessários. Inclusive na delegacia. Tanto assim é que, após prestar essas informações, ele foi imediatamente liberado e atualmente encontra-se regressando para o estado de Alagoas. Vale esclarecer que essa função de segurança e escolta é comum entre os ex-policiais militares”, afirmou o advogado.

Após serem ouvidos pelo delegado, os ex-militares foram liberados.

Policiais

Até o momento nem Marcus, nem Esperon, têm registros policiais por atos ilícitos, segundo Daniel Souza. “Eles vão responder em liberdade e podem inclusive retornar para Alagoas. O processo está na Justiça aqui de Minas Gerais, mas isso não os impedem de retornar ao estado de origem deles”, explicou.

Ainda conforme o delegado, os ex-policiais podem ser indiciados por lavagem de dinheiro, com pena prevista de três a dez anos de reclusão.

Dinheiro estava dentro de malas no porta-mala do veículo em que os ex-policiais estavam

FOTO: DIVULGAÇÃO/PRF

Com gazetaweb

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