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Mídia da Alemanha repercute declarações em que presidente contesta dados do Inpe e diz que a “Amazônia é do Brasil”. Mudanças no FGTS também são destaque: “Bolsonaro quer reduzir os direitos do trabalhador”, diz revista.

Brasilien | Präsident Jair Bolsonaro (PR/M. Corrêa)Primeira reunião de Bolsonaro com correspondentes estrangeiros em Brasília trouxe várias declarações

Handelsblatt – “Amazônia é do Brasil, não de vocês” (22/07)

Em sua primeira reunião com correspondentes estrangeiros em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro diz querer corrigir a imagem errada sobre ele que estaria sendo espalhada no exterior. O presidente informará no café da manhã conjunto o que pretende fazer com o Brasil, disse o porta-voz presidencial, general Otávio Rêgo Barros. Ele dá as boas-vindas aos representantes da imprensa: abraça o correspondente da China (“nosso maior parceiro comercial”) e manda uma saudação para a chanceler federal Angela Merkel ao cumprimentar o correspondente do jornal Handelsblatt.

Mas, quando as primeiras perguntas são feitas, a afabilidade acaba rapidamente. Bolsonaro mergulha o olhar na mesa do café da manhã para erguê-lo poucas vezes nos próximos 60 minutos. A impressão é clara: Bolsonaro se sente permanentemente sob pressão.

Quanto às crescentes críticas europeias à política do Brasil para a Amazônia, Bolsonaro deixa sua posição clara: “A primeira coisa que você precisa entender é que a Amazônia é do Brasil, não de vocês.” Ele afirma que seu governo está tentando conciliar o progresso econômico e a proteção das florestas. Bolsonaro diz considerar inverossímeis os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre o aumento dramático das taxas de desmatamento.

Na cúpula do G20 no Japão, França e Alemanha criticaram Bolsonaro em relação à Amazônia e pelas políticas ambientais. Mas Bolsonaro também diz considerar injustificada a crítica da política indígena de seu governo. O presidente brasileiro quer abrir as áreas protegidas dos povos indígenas para mineração e agricultura. “Vocês querem que o índio continue a viver como um homem pré-histórico, sem acesso à ciência, à tecnologia, a todas as maravilhas da modernidade?”, pergunta, irritado.

Bolsonaro diz ver a crescente crítica à política agrícola brasileira como uma estratégia dos opositores do Brasil numa guerra comercial mundial. “São ‘fake news’, parafraseando nosso querido Donald Trump.” Segundo ele, o Brasil usa muito menos produtos tóxicos na agricultura do que a maioria dos países agrícolas do mundo.

Spiegel Online – Bolsonaro quer reduzir os direitos dos trabalhadores (22/07)

O governo e o Banco Central do Brasil reduziram recentemente suas projeções de crescimento para 0,8% neste ano. Para estimular novamente a economia, Jair Bolsonaro pretende aliviar as empresas. E o presidente de extrema direita do principal país emergente também está considerando cortes sensíveis para os trabalhadores.

“O que eu estou tentando levar para o trabalhador é o seguinte: menos direitos e mais emprego ou todos os direitos e sem emprego”, disse Bolsonaro no domingo em Brasília. Com isso, ele está considerando cortar os direitos trabalhistas no país.

Em termos concretos, ele está se referindo a um fundo [FGTS] em que empregadores têm de participar e ao qual empregados podem recorrer em certas circunstâncias, como perda de emprego ou sérios problemas de saúde. Se um empregador demitir um funcionário sem justa causa, ele é obrigado a pagar até 40% de multa sobre o saldo do FGTS. Além disso, desde 2001, as empresas têm que pagar um imposto de 10% ao Estado.

Die Welt – TÜV Süd processada por catástrofe de rompimento de barragem (24/07)

O rompimento devastador da barragem na cidade brasileira de Brumadinho tem consequências legais para a empresa alemã de auditoria técnica TÜV Süd. Pelo menos 246 pessoas morreram sob as massas de lama no desastre há meio ano. Como operador da mina, o Grupo Vale entrou com uma ação contra a TÜV Süd em 25 de janeiro, disse um porta-voz da empresa brasileira ao jornal Welt. O processo busca obter informações e documentos sobre os serviços da TÜV Süd ao verificar a barragem acidentada.

A Vale acusa a TÜV Süd de corresponsabilidade pela tragédia, porque a barragem foi verificada em setembro de 2018 por uma subsidiária brasileira da empresa de auditoria técnica alemã e obviamente nada foi encontrado. Esse relatório então levou à licença de operação. De acordo com outra versão, houve muito provavelmente uma lista de deficiências. A polícia vasculhou os escritórios da TÜV Süd em São Paulo, confiscou computadores e documentos e colocou temporariamente dois funcionários da TÜV Süd em custódia.

De acordo com o relatório final de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que foi apresentado no início de julho, a maior exportadora de minério de ferro do mundo, a Vale, pagará por todos os danos resultantes do desastre. O montante ainda não pode ser quantificado. Foi confiscado o equivalente a 2,5 bilhões de euros. No entanto, as consequências financeiras para a TÜV Süd ainda não estão fixadas, especialmente porque a Vale se defende contra a responsabilidade exclusiva no acidente.

TÜV Süd ainda não está fornecendo nenhuma informação se e em que extensão serão tomadas medidas de precaução financeira. “Informações sobre possíveis reparações por danos e medidas de precaução financeira estão contidas no relatório anual de 2018. Espera-se que este seja publicado no final deste mês”, disse a empresa. “Por favor, entendam que TÜV Süd não pode antecipar o lançamento e não irá comentá-lo

dw.com/pt

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