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IMA avalia que quase 600 mil litros de chorume eram despejados, por semana, em Maceió

IMA avalia que quase 600 mil litros de chorume eram despejados, por semana, em Maceió
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Agentes da Divisão Especial de Investigação e Capturas (DEIC) prenderam três pessoas suspeitas de despejar chorume num canavial localizado na parte alta da capital. Levantamentos preliminares de técnicos do Instituto do Meio Ambiente (IMA) apontam que uma média de 588 mil litros do líquido eram descartados semanalmente de forma inadequada.

Foto: Cortesia IMARs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=trueAmostras de chorume descartado de forma irregular

A assessoria de Comunicação do Instituto informou que técnicos dos setores de Fiscalização e de Laboratório do (IMA) estiveram, na manhã dessa quinta-feira (25), na sede da DEIC, para verificar o conteúdo e tomar as primeiras medidas administrativas em relação aos veículos flagrados despejando chorume em local inadequado.

Segundo informações dos técnicos de Laboratório do IMA, as características como odor e fermentação do material coletado indicam que se trata de chorume. Mesmo assim, foram feitas nove coletas para a análise e comprovação. Os resultados ficam prontos entre 15 e 30 dias e serão encaminhados para compor laudo pericial da Polícia Civil.

A assessoria informou ainda que “o chorume é proveniente do aterro de Maceió e após o flagrante, os policiais acionaram o Instituto e solicitaram a coleta das amostras e análises para comprovação”.

Do ponto de vista ambiental, trata-se de infração gravíssima. Tanto pelos danos causados ao ambiente como a indicação de que o problema estava se repetindo há mais tempo. Isso porque denúncias indicam que, pelo menos três vezes por semana, era despejado o conteúdo de quatro carretas, cada uma com capacidade para armazenar 48 mil litros do líquido.

A responsabilidade pelo aterro de Maceió é da prefeitura da capital que licenciou o empreendimento e deveria realizar fiscalização sobre o mesmo. Entretanto, o Instituto já vinha levantando dados e fazendo averiguações devido a grande quantidade de denúncias referentes a possíveis irregularidades. Do ponto de vista das equipes do IMA, o empreedimento deveria ser licenciado e fiscalizado pelo Estado.

As medidas administrativas agora dependem da disponibilidade dos documentos por parte da Polícia Civil que fez o flagrante e instaurou o inquérito policial. A definição de autuações e outras penalidades acontecerá nos próximos dias.

A  Superintendência Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Sudes) disse que está apurando as informações a respeito da apreensão dos veículos e que apesar de ser um equipamento da Prefeitura de Maceió, a gestão da CTR acontece por meio de concessão pública, com operação executada pelo Grupo Estre. Todos os esclarecimentos estão sendo cobrados da empresa, que deve se posicionar sobre o caso e será responsabilizada legalmente por qualquer infração ambiental decorrente da operação da CTR”.

Por fim, ainda por meio de nota, a Sudes disse que o monitoramento em relação à operação da CTR é rigoroso, respeita à legislação ambiental vigente e tem como base relatórios técnicos emitidos periodicamente e apresentados aos órgãos ambientais fiscalizadores. A secretaria também ressaltou que “todas as medidas cabíveis já estão sendo adotadas para que, conforme haja o esclarecimento desta situação, a empresa seja responsabilizada juridicamente”.

 

*Com assessoria

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