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VÍDEO: Fiscais flagram queijarias e pocilgas dividindo o mesmo espaço no Sertão

VÍDEO: Fiscais flagram queijarias e pocilgas dividindo o mesmo espaço no Sertão
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Cerca de 250 porcos foram apreendidos, além de 114 quilos de queijo, 180 quilos de manteiga, 300 litros de leite e outros materiais

Pocilgas e queijarias funcionando no mesmo local. Este foi o cenário flagrado em Major Izidoro e Batalha, no Sertão de Alagoas, por fiscais da Fiscalização Preventiva do São Francisco, nesta quarta-feira (7). Ao todo, 114 quilos de queijo, 180 quilos de manteiga, 120 quilos de massa crua para queijo, 300 litros de leite e 46 quilos de queijo manteiga e queijo manteiga raspa de tacho, e cerca de 250 porcos foram apreendidos pela equipe fiscalizadora.

 

Cerca de 250 porcos foram apreendidos em Major Izidoro e Batalha

FOTO: JONATHAN LINS/ASCOM FPI

Dois homens foram detidos nos locais e encaminhados ao Centro Integrado de Segurança Pública Batalha (CISP). Os dois homens terão 20 dias corridos para esclarecer a situação no Instituto do Meio Ambiente (IMA), que arbitrará o valor da multa que será aplicada.

Segundos os técnicos da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), os produtos apreendidos e destruídos eram fabricados sem a mínima condição sanitária. “Todo o processamento está errado, desde o leite produzido para a fabricação dos lácteos até a comercialização, sem controle ou inspeção, promovendo riscos à população e ao meio ambiente”, revelaram os técnicos.

Queijarias e pocilgas dividiam o mesmo espaço em Major Izidoro e Batalha

As pocilgas foram flagradas em pleno funcionamento e despejando os resíduos  oriundos do tratamento dos animais direto nas águas do Rio Ipanema, que corta a cidade de Batalha.

“O funcionamento das pocilgas no mesmo terreno das queijarias, acontece, por que, na maioria das vezes, os animais são alimentados pelo material orgânico que sobra da fabricação dos queijos. Isso é grave, seja pela proximidade dos locais onde funcionam as duas atividades ou pela total falta de condição sanitária da situação.  Claramente, aqui é um crime ambiental. Podemos ver claramente o rio sendo poluído”, explicou o coordenador da equipe.

Os fiscais ainda explicaram que os animais foram apreendidos administrativamente até que seus proprietários consigam resolver a situação junto ao Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA). Isso significa que os porcos não podem ser comercializados e seus donos terão que continuar cuidando deles.

DUPLA CONTAMINAÇÃO

Um dos fiscais da equipe explicou que grande parte do leite utilizado para fabricação de queijos produzidos clandestinamente vem de rebanhos que não possuem o devido controle dos órgãos sanitários.

“Assim, esse leite pode chegar contaminado nas queijarias e levar doenças para o produto fabricado, e, consequentemente, para a população consumidora. Além disso, os porcos também se alimentam do soro residual da produção de queijo e são expostos a algumas doenças que também são passadas para o indivíduo que pode vir a consumir a carne desse animal”, disse.

*Informações da Assessoria da Fiscalização Preventiva do São Francisco

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