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Nas redes sociais, alagoana relata descaso da PM após denunciar agressão contra mulher

Nas redes sociais, alagoana relata descaso da PM após denunciar agressão contra mulher
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Uma internauta publicou uma carta de repúdio para a Polícia Militar (PM) de Alagoas após ter ligado para denunciar um caso de agressão envolvendo um casal no bairro da Jatiúca, em Maceió e ter ouvido de uma atendente que “não valia a pena já que a mulher voltaria para o agressor”.

Através das redes sociais, a denunciante narra o que aconteceu e disse que um homem estava embriagado, talvez drogado e apontando o dedo para uma mulher. Ela disse que após a agressão verbal, psicológica e moral, veio a agressão física. “Nunca presenciei algo tão desesperador na vida”, disse.

Segundo a denunciante, ela conseguiu o número do apartamento, o nome da rua e o nome do prédio, e ligou para o Disque Denúncia, mas todos os atendimentos estavam ocupados. “Aguardei para ser atendida e receber a notícia que deveria ter ligado para o 190, pois eles não podiam enviar algum tipo de socorro”.

Ela disse que ligou para o 190 e quando falou com a atendente, narrando o que tinha acontecido, a resposta que recebeu foi a de que a polícia ia enviar uma viatura e ouviu que o que ia acontecer quando a viatura chegasse ao local era que a mulher ia negar o ocorrido. “Eu não acreditei no que estava ouvindo”, relatou.

Ainda conforme a denunciante, a atendente ainda disse que “você pode testemunhar, mas moça não vale a pena, amanhã ela volta a morar com ele”.

Por fim, a internauta disse que não sabia quantas mulheres morriam a cada hora no Brasil, mas disse que viu uma futura morte.

Marcada na publicação por diversos internautas, a presidente da Associação Para Mulheres (AME) Júlia Nunes afirmou que ia entrar no caso e garantiu que vai oferecer todo o suporte necessário para a vítima.

Ao Cada Minuto, Júlia disse que enviou uma carta para a vítima informando como a AME poderia ajudá-la e enfatizando que a denúncia pode ser feita de forma anônima. “Estamos prontos para recebê-la, mas até agora não recebemos notícia nenhuma. Eu estou fazendo uma campanha nas redes sociais para identificar essa mulher. Alguém que saiba o nome dela completo ou o telefone com os dados dela para eu pessoalmente formalizar a denúncia”.

Em contato com a assessoria de comunicação da Polícia Militar, a reportagem foi informada que a Secretaria de Segurança Pública que é responsável pelo 190.

cadaminuto

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