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TJ propõe criação conjunta de usinas solares para tribunais de Alagoas

TJ propõe criação conjunta de usinas solares para tribunais de Alagoas
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Proposta é sustentável e econômica; Tribunal discute medidas com TRE, TRT e JF no âmbito da Eco Rede da Justiça

 

O Departamento Central de Engenharia e Arquitetura do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) propôs que os tribunais sediados no estado se unam para construir usinas de energia solar centralizadas em um único terreno.

A ideia foi apresentada pelo engenheiro Rodrigo Evaristo na segunda-feira (9), durante encontro da Eco Rede da Justiça de Alagoas, composta por TJAL, Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL), Tribunal Regional do Trabalho (TRT/AL) e Justiça Federal (JF/AL).

Além de sustentável para o meio ambiente, o uso de uma “fazenda” de energia fotovoltaica geraria economia para os tribunais, a longo prazo. E a instalação em um mesmo local contribuiria bastante para isso, porque reduziria muito os custos com manutenção.

“Para manter um sistema fotovoltaico espalhado no estado, teríamos que ter algumas equipes de manutenção volante. É um custo alto, de cerca de R$ 1 milhão e 100 mil por ano. Se colocamos usinas vizinhas, podemos ter uma equipe bem reduzida, que custaria R$ 220 mil para cada (considerando a adesão os quatro tribunais da Eco Rede)”, calcula Rodrigo Evaristo.

A energia não precisaria ser transmitida para as unidades judiciais. Ela seria injetada na rede da concessionária de energia, gerando crédito para o Judiciário abater da sua conta. “Em sete ou oito anos, você consegue recuperar o todo o investimento. As placas começam a perder eficiência após 15 anos de uso, então você ainda teria de R$ 14 a 15 milhões de economia nos anos seguintes”, estima o engenheiro.

A proposta foi bem recebida pelos representantes dos tribunais, que devem levá-la às respectivas direções para deliberação.

Redução do consumo

Rodrigo Evaristo também apresentou à Eco Rede ações implementadas pelo TJAL para redução do gasto com energia elétrica. “O consumo em quilowatt-hora reduziu em 11,45%. Isso quer dizer que se não tivessem sido tomadas as medidas de contenção no consumo e outras ações, nós teríamos gasto R$ 400 mil a mais em 2018”.

As lâmpadas fluorescentes e refletores de vapor de mercúrio estão sendo gradativamente substituídos por iluminação de LED. “À medida que as lâmpadas queimam, vamos substituindo por LED. Já trocamos mais de 8 mil lâmpadas. E nos novos fóruns construídos, a iluminação já é toda em LED”. A troca também reduz o número de reatores necessários, gerando ainda mais economia.

O servidor destaca ainda que, desde 2017, condicionadores de ar antigos estão sendo substituídos por aparelhos mais econômicos. E o sistema de nobreak na sede do TJAL foi concentrado em um único local, evitando o uso de vários pequenos estabilizadores nos setores.

Encontro da Eco Rede

A Eco Rede da Justiça de Alagoas reuniu-se na segunda-feira para promover a disseminação do uso de tecnologias sustentáveis para construções, manutenções e reformas dos prédios das instituições envolvidas.

O servidor Alexandre Moraes, coordenador do Núcleo Socioambiental do TJAL, fez uma apresentação para os participantes sobre a própria Eco Rede. As arquitetas Juliana Pimentel e Clarice Gavazza explanaram os projetos de acessibilidade dos fóruns de Maceió, Palmeira dos Índios, Santana do Ipanema e Maribondo.

Servidores dos outros tribunais da Rede expuseram casos de sucesso de suas instituições. Gilberto Sales representou a Justiça Federal em sua exposição sobre o sistema de climatização VRV na sede da JF/AL. Marcos Teixeira falou sobre o projeto de construção sustentável da nova sede do TRE/AL.

O especialista Geoberto Espírito Santo palestrou sobre estratégias sustentáveis e sustentadas para o uso de energia. E o diretor executivo da empresa Qualitec Soluções ambientais, Alfredo Guilherme, apresentou o panorama atual da logística reversa em Alagoas.

TJ.AL

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