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Às vésperas da Canonização, relembre a história e a vida de Irmã Dulce

Às vésperas da Canonização, relembre a história e a vida de Irmã Dulce
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Foram 64 anos dedicados a ajudar ao próximo. Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes ou popularmente conhecida como Irmã Dulce, desde a adolescência, aos 13 anos, passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando a residência da família – na Rua da Independência, 61, no bairro de Nazaré – em um centro de atendimento.

Filha do dentista Augusto Lopes Pontes, professor da Faculdade de Odontologia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, a Dulcinha nasceu em 26 de maio de 1914, em Salvador, e morava com os pais no bairro do Barbalho.

A caminhada religiosa começou aos sete anos, em 1921, junto com seus irmãos, Augusto e Dulce, fazendo a primeira comunhão na Igreja de Santo Antônio Além do Carmo.

O trabalho voluntário com a população carente teve forte influência dos pais e da irmã. A casa da família ficou conhecida como ‘A Portaria de São Francisco’, devido ao número de pessoas carentes que se aglomeravam na porta da residência.  Após mais de seis décadas, a bondade de Dulce Maria cresceu e multiplicou, um dos exemplos é as Obras Sociais Irmã Dulce, no Bonfim, que hoje realizam 2 milhões de atendimentos ao ano, com mais de três mil pessoas que seguem o exemplo da “Bem-Aventurada dos Pobres” e promovem o acolhimento dos mais necessitados.

A futura primeira santa brasileira, que será canonizada em 13 de outubro no Vaticano, recebeu o hábito de freira das Irmãs Missionárias em 13 de agosto e adota, em homenagem a sua mãe, o nome de Irmã Dulce.

Segundo a Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), desde então, “o Anjo Bom da Bahia” começou a assistência à comunidade pobre de Alagados, onde ajudou a criar um posto médico e a União Operária São Francisco – primeira organização operária católica do estado, que depois deu origem ao Círculo Operário da Bahia.

Irmã Dulce era conhecida por não medir esforços para abrigar os doentes que cuidava. Ela invadiu cinco casas vazias na localidade então conhecida como Ilha dos Ratos, na Cidade Baixa, onde passou a abrigar doentes. Mas ao ser expulsa, ela e os enfermos foram para o Convento Santo Antônio, e usou o galinheiro do local para abrigar mais de 70 doentes. A partir desse episódio deu início ao hospital que leva o nome da freira.

Irmã Dulce também atendia pessoas que passavam por situação de violações de diretos nos presídios de Salvador.

A própria Irmã Dulce Irmã Dulce procurava políticos, empresários e pessoas influentes na sociedade baiana em busca de donativos para os doentes que eram atendidos por ela.

Apreciadora das artes, Irmã Dulce ajudou a fundar, em 1948, o Cine Teatro Roma, na Cidade Baixa. Ela também fundou outros dois cinemas: o de Plataforma e São Caetano.

Indicação ao prêmio Nobel da Paz

Em 1988, Irmã Dulce foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, para o Prêmio Nobel da Paz.  Apesar de não ser a escolhida naquele ano, a atuação em favor dos mais pobres tornou-se mundialmente conhecida.

Papa João Paulo II e irmã Dulce

Na primeira vez que ele esteve em Salvador, em 7 de julho de 1980, a freira foi desautorizada pelos médicos a ir para a missa campal. Com a saúde debilitada, Dulce já apresentava problemas no pulmão.

Já na segunda visita ao Brasil, em outubro de 1991, o papa rompeu a agenda oficial e foi até o Convento Santo Antônio para visitar Irmã Dulce, que já estava bastante debilitada. Cinco meses após da visita do Pontífice, o ‘Anjo bom da Bahia’ morreu.

Irmã Dulce, faleceu em 13 de março de 1992, aos 77 anos.

bnews

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