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MENINOS DE OURO Precocidade e integração entre escola e família marcam trajetória de medalhistas da Olimpíada de Matemática

MENINOS DE OURO Precocidade e integração entre escola e família marcam trajetória de medalhistas da Olimpíada de Matemática
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João Victor Silva dos Santos e Jeann da Rocha Silva fizeram história na rede estadual de ensino

Eles são estudiosos, focados e precoces. Mas, desde o último dia 03, João Victor Silva dos Santos, da Escola Estadual Padre Cabral; Jeann da Rocha Silva, da Escola Estadual Margarez Lacet; ambos de Maceió, são mais do que o orgulho de suas escolas e famílias. Eles orgulham a rede estadual alagoana pela conquista da medalha de ouro na edição 2019 da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Nestes quinze anos de Olimpíada, a rede estadual alagoana nunca havia conseguido o feito de ter dois medalhistas de ouro em uma única edição.

Junto a João Rafael Silva de Azeredo; do Colégio Santa Úrsula e Matheus Homrich, do Colégio SEB, Jeann e João formam o quarteto de ouro de Alagoas na edição 2019 da OBMEP. O estado que teve 89 medalhas, sendo 81 da rede pública e 8 da particular – das quais, 78 bronzes, 7 pratas e 4 ouros.

Jeann com a diretora Mônica de rosa e a coordenadora Marineide fotos Valdir Rocha 2

Esta é a segunda medalha consecutiva dos dois garotos na Olimpíada: na edição 2018, eles já haviam conquistado a medalha de bronze.

Promessa cumprida – Em agosto de 2019, quando recebeu o seu bronze, João prometeu às suas diretoras: a próxima seria outro. Três meses depois, a promessa se concretizaria com a divulgação dos resultados da OBMEP 2019.

“Foi uma sensação incrível, sempre gostei de matemática e, quando vi meu irmão ganhar medalha na Olimpíada de Física, dizia que queria uma medalha minha. Para essa medalha, tive todo o apoio da minha escola, dos meus professores Wanderson e Pedrosa, além dos professores do Programa de Iniciação Científica da Ufal”, diz o garoto de 12 anos, que conclui a 7ª série do ensino fundamental com vários 10 em seu boletim e sonha estudar Ciência da Computação na Universidade de Harvard ou no Instituto de Tecnologia de Massachussets, o MIT.

Para Jeann, a notícia do ouro foi uma agradável surpresa. Ciente de que havia feito uma boa prova, ele esperava uma medalha, mas não de ouro. Por isso, assim que a lista de medalhistas foi publicada no site da OBMEP, ele, descompromissadamente, resolveu conferir se alguém no estado havia conseguido o ouro. Para a sua surpresa seu nome estava na lista.

“Fiquei eufórico, gritei, contei para a minha mãe, que espalhou para o bairro inteiro. Atribuo esse resultado à minha família, em especial ao meu irmão, como também aos meus professores do Margarez, dentre eles, a professora Williane e também aos nossos orientadores na Ufal. O Margarez, por sinal, é uma escola que me inspirou a me dedicar ainda mais aos estudos”, relata Jeann.

Precoces – Além do excelente comportamento e foco nos estudos, Jeann e João Victor chamam atenção pela sua precocidade. Segundo seus familiares, com idade entre 3 e 4 anos, eles já liam as primeiras palavras e, anos mais tarde, já começam a estudar Inglês por conta própria.

Além disso, tiveram a influência da família, que despertou neles a paixão pelos cálculos. No caso de João, a inspiração veio do pai Carlos Henrique, que sempre gostou de matemática, e do irmão Davi Vinicius, aluno da 2ª série do ensino médio e que foi medalhista da Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas (OBFEP) pela Escola Estadual Padre Cabral.

João é aluno destaque na Escola Padre Cabral em Fernão Velho fotos Valdir Rocha 1

Já para Jeann, foram os irmãos Jéssica, formada em Engenharia Química e Jeferson, que está concluindo o curso de Física na Ufal, que plantaram a semente das ciências exatas.

Jeann da Rocha medalhista de ouro pela Escola Padre Cabral fotos Valdir Rocha 3

“São dois estudantes que já vem de resultados positivos na edição 2018 e passaram a ter treinamento conosco no Programa de Iniciação Científica, o PIC. Esse treinamento acabou aperfeiçoando o talento que eles já tinham, o que resultou nesses ouros”, avalia o coordenador da OBMEP em Alagoas, Adelailson Peixoto, Professor do Instituto de Matemática da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Famílias – Outro fator em comum na trajetória de João e Jeann são os familiares que valorizam e estimulam o interesse pelos estudos.

A profissional de beleza Andriesy Silva dos Santos e o balcofarmacista Carlos Henrique dos Santos são pais de João Victor e também ex-alunos da Escola Padre Cabral. Pais de três filhos estudiosos – a mais nova, Débora Vitória, já se destaca escrevendo seus contos – eles fazem questão de acompanhar a vida escolar dos garotos.

“Sabemos a importância da educação na vida de uma pessoa e sempre orientamos nossos meninos a estudarem e a respeitarem seus professores. A Escola Padre Cabral faz parte de nossa família e o apoio que temos aqui é espetacular”, afirmam Andriesy e Carlos.

Já a dona de casa Josefa Teixeira, mãe de Jeann, confiou a educação de seus três filhos à Escola Margarez Lacet. “Meus filhos são um presente de Deus na minha vida, são meninos bons, estudiosos. E o Margarez contribuiu muito para a formação dos três”, declara.

Orgulho – Jeann e João não são orgulho apenas para suas famílias. Eles são referências positivas em suas escolas.

“João é como um filho para nós e é um exemplo para os demais alunos, pois mostra que a conquista de uma medalha de ouro na OBMEP é um sonho possível para eles também”, frisam Sandra Vieira e Edjane de Oliveira, diretoras da Escola Estadual Padre Cabral.

João ao lado de seu professor Erisvaldo e das diretoras Sandra e Edjane fotos Valdir Rocha

Erisvaldo Pedrosa, professor de matemática, complementa. “Ele é um menino diferenciado, pois não é só bom em cálculo, ele sabe por que e como ele chegou aquele resultado”.

Mônica Oliveira, diretora-geral do Margarez Lacet, comemora a conquista de Jeann, que fez da escola a única instituição de ensino da rede estadual a ter duas medalhas de ouro na história da OBMEP em Alagoas – em 2017, o estudante Pedro Lucas também conseguiu ouro para a unidade de ensino.

“Nossa escola é amada pela comunidade, temos uma equipe excelente de professores. O ouro do Jeann renova o nosso ânimo e a nossa missão por uma educação de qualidade”, destaca Mônica.

Marineide Lopes, coordenadora pedagógica da escola, acompanha Jeann desde o 7º ano – agora, ele conclui o 9º ano. “Ele é um excelente aluno não só em matemática, mas também em português, inclusive escreve poesias lindas. E, como educadora, sinto-me ainda mais realizada quando vejo um aluno que quer ser professor”, fala Marineide, referindo-se ao desejo de Jeann de cursar a licenciatura em Matemática.

Agência Alagoas

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