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Cloroquina mata, aponta estudo científico com pacientes que tiveram Covid-19 e tomaram o remédio

Cloroquina mata, aponta estudo científico com pacientes que tiveram Covid-19 e tomaram o remédio
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Primeiro estudo científico com pacientes de Covid-19 que tomaram cloroquina, apontou mais mortes por complicações cardíacas do que bons resultados e escancara os riscos da mudança promovida por Jair Bolsonaro no Ministério da Saúde

 

 

A decisão de Jair Bolsonaro de mudar os protocolos do ministério da Saúde para uso da hidroxicloroquina para seu uso contra o coronavírus acaba de sofrer um duro revés. Um estudo que acaba de ser publicado pela revista médica The Lancet, a de mais prestígio no mundo, aponta que o remédio mata, aumentando o risco de complicações cardíacas, e não ataca a Covid-19. Confira abaixo tweet da agência Bloomberg e trechos da reportagem:

Bloomberg

@business

BREAKING: Hydroxychloroquine, the antimalaria drug promoted by Trump for the treatment of Covid-19, is linked to an increased risk of death and heart ailments https://trib.al/UzSlTEQ 

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“Os medicamentos antimalária que o presidente dos EUA, Donald Trump, divulgou para o tratamento do Covid-19 estão relacionados a um risco aumentado de morte e doenças cardíacas em um estudo. A hidroxicloroquina e a cloroquina não beneficiaram os pacientes com o coronavírus, isoladamente ou em combinação com um antibiótico, de acordo com o estudo publicado sexta-feira pela revista médica The Lance”, aponta a Bloomberg.

“Os pesquisadores estão pesquisando as opções disponíveis para tratar o coronavírus, que matou mais de 330.000 pessoas, incluindo medicamentos como os antimaláricos, que também já foram aprovados para tratar o lúpus e a artrite reumatóide. O endosso de Trump levou muitas pessoas a tomar os medicamentos sem prova científica de seu benefício. O estudo analisou os registros de 15.000 pessoas que foram tratadas com antimaláricos e um dos dois antibióticos que às vezes foram combinados com eles. O tratamento com qualquer combinação dos quatro medicamentos foi associado a um risco maior de morte do que o observado em 81.000 pacientes que não os receberam”, diz ainda a reportagem.

Confira aqui o estudo científico completo da The Lancet.

brasil247

 

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