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CAUTELA Seduc e gestores municipais da educação discutem protocolo de retomada das aulas

CAUTELA Seduc e gestores municipais da educação discutem protocolo de retomada das aulas
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Encontro com a Undime contou com a apresentação da pesquisadora Carolina Campos sobre experiências de retorno às aulas presenciais em outros países

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc), em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação de Alagoas (Undime/AL), segue em diálogo com os diversos segmentos da comunidade escolar sobre o retorno das aulas presenciais da rede pública alagoana. Nesta terça-feira (08), foi realizada mais uma reunião virtual para a apresentação do Levantamento Internacional de Retomada das Aulas Presenciais, desenvolvido pela consultoria técnica Vozes da Educação.

Além dos gestores municipais da educação, também participaram representantes da Undime/AL, gerentes regionais da educação, técnicos da Seduc e a secretária de Estado da Educação, Laura Souza. O levantamento foi apresentado pela ex-secretária municipal de educação de Gravatá/PE, atualmente pesquisadora do Centro de Políticas Educacionais do Teachers College e fundadora do Vozes da Educação, Carolina Campos.

O estudo – O levantamento internacional contou com dados de 20 países sobre a retomada das aulas presenciais e foi elaborado com o propósito de promover o debate sobre a reabertura das escolas no Brasil, por meio das experiências de outros lugares, mapeando as tendências e identificando pontos de atenção.  A pesquisa contou com países que tem semelhanças com o Brasil, seja no aspecto econômico, social, geográfico ou populacional, abordando os impactos causados pelo retorno das aulas presenciais.

A escolha dos 20 países estudados levou em consideração casos de sucesso no âmbito da Educação Básica, como atuaram no controle da pandemia, as questões geográficas e geopolíticas e a disponibilidade de informações.

“A pesquisa contou com países de todos os continentes, que vão muito bem no PISA, países que se destacam da educação mundial, que foram muito bem no enfrentamento ao coronavírus. Observamos como trabalharam e fizemos essa análise”, explica Carolina.

Dentre as medidas sanitárias adotadas pelos países que tiveram resultados positivos na abertura estão a higienização constante da escola, distanciamento social, diminuição do número de estudantes por sala e alternância de horários de entrada e saída e o uso obrigatório de máscaras.

Em Alagoas – O protocolo de retomada da Rede Estadual de Ensino foi elaborado, mas a Seduc continua discutindo o plano com vários setores da comunidade escolar (secretarias municipais da educação, professores, gestores escolares, pais e alunos), sociedade civil, órgãos de saúde e fiscalização criando comissões para identificar a realidade local, as possibilidades e as melhores soluções para o retorno seguro das atividades educacionais.

“Mais importante que a decisão de abrir ou não é entender o contexto onde as redes estão inseridas. Seguimos dialogando com as instituições e precisamos ter serenidade, pois a retomada das aulas presenciais é uma decisão que deve levar em conta a realidade de cada escola, identificando as medidas mais eficientes para manter a segurança dos alunos, professores e funcionários. Também se faz importante o diálogo com a comunidade e, para isso, contamos com o apoio dos gestores escolares e dirigentes municipais”, comentou a secretária Laura Souza.

“Em Alagoas, nós vamos aguardar as decisões do Estado. Defendemos que o retorno das aulas seja feito observando a realidade de cada município. Nos próximos dias, vamos saber o cenário sanitário que vai dizer se vamos poder avançar ou não”, complementou a secretária de Educação de Maceió, Ana Dayse Dórea, que, na ocasião, representou a Undime/AL.

Agência Alagoas

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