Home Geral Política Rachadão do clã Bolsonaro: Bolsonaro cedeu a Carlos e Flávio assessores que sacaram 90% dos salários

Rachadão do clã Bolsonaro: Bolsonaro cedeu a Carlos e Flávio assessores que sacaram 90% dos salários

Rachadão do clã Bolsonaro: Bolsonaro cedeu a Carlos e Flávio assessores que sacaram 90% dos salários
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Ao menos seis ex-assessores de Jair Bolsonaro na Câmara – incluindo os dois primeiros sogros e cunhada – trabalharam nos gabinetes de Carlos e Flávio, onde sacaram R$ 1,41 milhão dos R$ 1,58 milhão recebidos em salários

Ao menos seis assessores – na maioria parentes de ex-mulheres – que trabalharam no gabinete de Jair Bolsonaro (Sem Partido) na Câmara Federal foram cedidos aos gabinetes de Carlos Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, ambos do Republicanos, onde sacaram em dinheiro R$ 1,41 milhão dos R$ 1,58 milhão recebidos em salários – o que corresponde a 90% dos pagamentos.

As informações foram reveladas nesta quinta-feira (25) pelo Portal Uol, em reportagem de Amanda Rossi, Flávio Costa, Gabriela Sá Pessoa e Juliana Dal Piva, que tiveram acesso à quebra de sigilo de 100 funcionários que passaram pelo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e que teriam participado do esquema de corrupção comandado pelo atual senador, que recentemente comprou uma mansão no valor de R$ 6 milhões em área nobre de Brasília.

Dos seis servidores, ao menos quatro são parentes de Bolsonaro ou de suas ex-mulheres: Rogeria Nantes Bolsonaro e Ana Cristina Siqueira do Valle.

Prima de Ana Cristina, Juliana Siqueira Guimarães Vargas trabalhou entre 1999 e 2003 com Bolsonaro e depois ficou por oito anos com Flávio na Alerj, onde sacou R$ 244 mil dos R$ 326 mil recebidos.

Juliana é casada com o coronel do Exército Maurício da Costa Vargas, que hoje está lotado no Comando do Exército, em Brasília.

Os dois ex-sogros, João Garcia Braga, pai de Rogéria, e José da Silva Valle, pai de Ana Cristina, também estão na lista de ex-funcionários de Bolsonaro que trabalharam com Flávio logo depois.

Irmã de Ana Cristina, Andrea Siqueira do Valle participou do esquema com cargos na Câmara Federal entre 1998 e 2006, embora nunca tenha vivido em Brasília.

Depois de deixar o rol de funcionários de Bolsonaro, Andrea passou 11 meses no gabinete de Carlos Bolsonaro na Câmara do Rio, onde sacou 100% dos salários. De lá, foi nomeada para o gabinete de Flávio, onde ficou por 11 anos, período em que recebeu R$ 675 mil e sacou 100% do valor – incluindo restituição do Imposto de Renda.

Amiga de Ana Cristina, Marselle Lopes Marques, e Michelle Almeida dos Santos também atuaram no gabinete do pai, em Brasília, e depois foram cedidas aos mandatos dos filhos no Rio de Janeiro.

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